lunes, 25 de julio de 2016

Entrevista ao Patriarca Ecuménico sobre o Santo e Grande Concílio da Igreja Ortodoxa


No dia 27 de junho, concluiu-se em Creta o “Concílio Grande e Santo” da Igreja Ortodoxa. Apesar das desistências de algumas Igrejas, um evento epocal, construído com paciência e fé, através de instrumentos antigos e novos: qual é a razão pela qual o senhor quis esse evento?

O Santo e Grande Concílio foi o fruto de uma longa preparação e a consequência de uma decisão pan-ortodoxa, tomada desde o início do século XX. Não foi algo de novo, já que gerações de fiéis ortodoxos cresceram com esse sonho: a saber, a convocação do “Santo e Grande Concílio”. Mas a efetiva preparação do começou em 1961, com a primeira conferência pré-conciliar pan-ortodoxa de Rhodes, que lançou as bases organizativas de todo o processo pré-conciliar.

Os passos posteriores foram a convocação das “comissões” preparatórias pré-conciliares e “conferências” preparatórias pré-conciliares: em 2015, foi realizada a última conferência pan-ortodoxa. Eu gostaria, a esse respeito, de salientar que, precisamente depois da minha eleição há 25 anos ao sólio do Apóstolo André, começamos as sinaxes [isto é, as cúpulas] dos patriarcas e primazes das Igrejas ortodoxas: uma instituição nova, que se encaixa no contexto da sinodalidade.

A convocação, portanto, por parte da Nossa Modéstia e com a opinião unânime dos outros Primazes das Igrejas Ortodoxas do Santo e Grande Concílio Pan-ortodoxo não foi uma decisão pessoal, mas foi uma iniciativa, que expressava a maturação e a necessidade da convocação desse Concílio, para que se realizasse o sonho de gerações de fiéis, a fim de enfrentar e de dar uma resposta a algumas questões fundamentais da Igreja Ortodoxa. Por isso, como diz o comunicado da Sinaxe de janeiro passado em Genebra, “os participantes, ‘fazendo a verdade na caridade’, de acordo com a palavra apostólica (Ef 4,15), agiram permeados por um espírito de concórdia e de compreensão. Os primazes, consequentemente, confirmaram a sua decisão para que o Concílio seja convocado de 16 a 27 de junho de 2016”.

Qual foi e qual será o alcance do Concílio para a Igreja Ortodoxa e o que o Patriarca Ecumênico traz no coração, agora que o Concílio foi celebrado?

O Concílio é um meio de autodeterminação da própria Igreja e um meio para a sua renovação. Como eu reiterei na homilia de abertura dos trabalhos do Concílio, “não se trata de uma simples tradição canônica, que recebemos e conservamos, mas se trata de uma verdade teológica e dogmática fundamental, sem a qual não há salvação. Confessando a nossa fé expressada no Sacro Símbolo [o Credo], na Igreja una, santa, católica e apostólica, declara-se, ao mesmo tempo, a fé na sua sinodalidade, que encarna, ao longo da história, todas as propriedades do mistério da Igreja, ou seja, a sua unidade, santidade, universalidade e apostolicidade”.

A Igreja Ortodoxa passou um longo período sem conseguir convocar um Concílio de tal magnitude, especialmente por causa das convulsões políticas do século passado. O Santo e Grande  Concílio não teve o caráter de um Concílio Ecumênico e também não se tratou de um Concílio que visasse a abordar questões dogmáticas ou de fé. Por esse motivo, as temáticas foram circunscritas, foram preparadas, elaboradas e transformadas durante os trabalhos pré-conciliares e foram trazidas perante a assembleia convocada para discuti-las.

A Igreja Ortodoxa, de acordo com a práxis pan-ortodoxa prevalecente, deve, no seu conjunto, implementar as decisões que foram tomadas, assim como todas as propostas e os pontos de vista que estão contidos na Encíclica Sinodal. De acordo com o que foi decidido durante a última Sinaxe dos Primazes, de janeiro de 2016 em Chambesy, cada Igreja Ortodoxa Autocéfala irá valorizar de modo apropriado os textos aprovados e a Encíclica Sinodal. O Concílio, por meio dos textos elaborados e aprovados, conseguiu responder com sucesso às exigências do mundo moderno cristão ortodoxo, procedendo a análise e a solução dos problemas pastorais cotidianos, como, por exemplo, os casamentos mistos, as relações com os cristãos de confissão não ortodoxa e a importância do diálogo inter-cristão e inter-religioso.

A presença de observadores de Igrejas não ortodoxas e de organizações cristãs [o Conselho Mundial de Igrejas] é um exemplo concreto da importância que a Igreja Ortodoxa atribui à colaboração com os outros cristãos. O Patriarcado Ecumênico, como o primeiro Trono, tendo a responsabilidade de coordenar as relações e o diálogo inter-cristão e inter-religioso, acompanha com um interesse inalterado o caminho do testemunho do Evangelho. Um testemunho feito durante a conturbada história do Patriarcado Ecumênico por figuras como os Padres da Igreja João Crisóstomo e Gregório, o Teólogo, Jeremias, o Grande (o patriarca que, no século XVI, respondendo aos apelos de Melanchton, disse: “Basta de outros cismas entre os cristãos”) e, na era moderna, com Ioakim III no início do século passado, e Atenágoras, nos anos 1960″.

No Concílio, participaram mais de dois terços das Igrejas: mas o que as Igrejas não ortodoxas vão receber do Concílio de Creta?

Na verdade, a Igreja Ortodoxa, através desse Concílio, adquiriu a possibilidade de se dirigir com maior autoconvicção à sociedade moderna e de se expressar com uma única voz sobre questões relativas à colaboração e cooperação com as outras Igrejas cristãs e com as outras religiões. Em particular, as Igrejas Ortodoxas Autocéfalas, onde coexistem com outras Igrejas cristãs e confissões e as outras religiões, prestam-se à instauração de um espírito de paz e de convivência através do diálogo e do debate cotidiano, em um mundo hoje flagelado pelas guerras, pelo terrorismo e pela instabilidade política.

Como se diz na Encíclica Sinodal do  Santo e Grande Concílio , “a Igreja Ortodoxa sempre deu grande importância ao diálogo e, particularmente, ao diálogo com os cristãos de confissões diferentes. Através desse diálogo, o mundo cristão não ortodoxo tomou melhor conhecimento da Ortodoxia e da autenticidade da sua tradição. Nós acreditamos que, para além da continuidade do diálogo teológico bilateral com a Igreja Católica de Roma, há espaço para ações e iniciativas comuns, como a última visita a Lesbos, realizada junto com o irmão Papa Francisco, expressão mínima, mas exemplar, de solidariedade aos refugiados”.

No século passado, o movimento ecumênico semeou nas Igrejas uma expectativa de unidade: um sonho que tem inimigos. Em nove anos, será celebrado o XVIII centenário do primeiro Concílio Ecumênico: quais são os progressos esperados?

O primeiro Concílio Ecumênico em Niceia, em 325, constitui uma etapa essencial da expressão da sinodalidade da Igreja. Com esse meio, a Igreja assegurou a sua identidade e foi protegida ao longo dos séculos de divergências dogmáticas e doutrinais. Depois do cisma de 1054, a Igreja não cessou de colocar a fé em Deus para a plena unidade: e por isso continuou o diálogo construtivo. Infelizmente, dois importantes Concílios – o de Lyon, em 1274, e o de Ferrara e Florença, em 1438-1439 – não conseguiram curar as divergências entre a Igreja do Oriente e do Ocidente, com o resultado da persistência, até os nossos dias, dessa divisão.

Naturalmente, essa é uma vergonha para nós, cristãos, e nunca se deverá deixar de tentar restabelecer a unidade “para que todos juntos nos encontremos reunidos na mesma fé e no conhecimento do Filho de Deus, para chegarmos a ser o homem perfeito que, na maturidade do seu desenvolvimento, é a plenitude de Cristo” (Ef 4, 13). Contentar-se com o que já tivemos nos leva à apatia e ao esquecimento ou, pior ainda, à recusa de dialogar com os nossos irmãos cristãos. Isso constitui um grande pecado e expressa a nossa máxima desobediência à vontade de Deus pela unidade.

Pela graça do Espírito Santo, as pessoas que, no nosso tempo, foram chamadas a oferecer a sua diaconia ao serviço da Igreja, são permeadas pela necessária nobreza e sensibilidade espiritual, de modo que possam se expressar com maior fé e confiança em favor da unidade de cristãos. Essa vontade foi muito viva e forte no início dos diálogos teológicos bilaterais do século passado, apesar dos rumores malignos que tentaram atacar esse esforço. Até agora, conseguimos encontrar um ritmo constante de comunicação e um método de análise teológica: eles constituem instrumentos necessários para a nossa cooperação prática em matéria de reflexão teológica. Naturalmente, não faltam vozes provenientes de todas as Igrejas cristãs que desejam a interrupção desse diálogo: mas não devemos nos esquecer, porém, de que isso seria particularmente agradável ao Detrator [o Diabo], que deseja a divisão e diaboliza toda obra que vise à unidade e a fazer um caminho comum.

A Igreja Ortodoxa, de sua parte, tem fé em Deus e, com otimismo, continuará os diálogos teológicos, especialmente com a irmã Igreja Católico-Romana. Nós acreditamos que, nos próximos anos, haverá progressos significativos. Não seria sábio colocar limites de tempo ao nosso diálogo, e não se deve trabalhar com os critérios e as regras seculares. Acreditamos que devemos dialogar com sinceridade e senso de caridade e continuar a rezar muito, para que, com a graça de Deus, quando Ele quiser, cheguemos a resolver as nossas controvérsias e a alcançar, assim, a tão desejada unidade.


domingo, 24 de julio de 2016

S.E. Policarpo en Vatopedi (Monte Athos)

Algunas imágenes de nuestro Metropolita en el Monasterio de Vatopedi, gentileza del P. Rafael.

Publicado por Sacra Metrópolis de España y Portugal - Patriarcado Ecuménico en Domingo, 24 de julio de 2016

Τρισάγιο στον γέροντα Μωυσή από τον Ισπανίας Πολύκαρπο

Αρχιερατικό τρισάγιο στον μακαριστό Γέροντα Μωυσή τον Αγιορείτη τέλεσε σήμερα, Σάββατο 23 Ιουλίου ο Σεβ. Μητροπολίτης Ισ...

Publicado por Sacra Metrópolis de España y Portugal - Patriarcado Ecuménico en Sábado, 23 de julio de 2016

Λαμπρός εορτασμός των Βατοπαιδινών Αγίων

Με αγιορειτική λαμπρότητα εορτάστηκε σήμερα, Σάββατο 23 Ιουλίου η Σύναξη των Αγίων Βατοπαιδινών Πατέρων. Στο Καθολικό τ...

Publicado por Sacra Metrópolis de España y Portugal - Patriarcado Ecuménico en Sábado, 23 de julio de 2016

sábado, 23 de julio de 2016

"Itinerarios latinos a Jerusalén y al Oriente Cristiano". Carmen Arias Abellán


El fenómeno de los viajes a Tierra Santa, en constante auge y desarrollo, es casi tan antiguo como el cristianismo. En efecto, desde la época del emperador Constantino -es decir, mucho antes de que se produjera el flujo importantísimo de las Cruzadas-, se inicia un gran movimiento de peregrinaciones cristianas desde diversos puntos del Imperio. Algunos autores de dichas peregrinaciones nos han dejado noticias y relatos, escritos en latín, sobre las mismas, plenos de interés histórico, arqueológico, geográfico, social, institucional, etc. Y no sólo desde el punto de vista religioso y de la historia de la Iglesia.

El trabajo presente se centra en dos de dichos relatos escritos en los siglos IV y VI d.C., de los que se ofrece traducción al español, acompañados de las correspondientes introducciones y un amplio y exhaustivo comentario junto con mapas y gráficos. Aunque existen otros más, los dos que se han seleccionado aquí son los más importantes dentro de esta literatura de viajes anteriores a las Cruzadas.

El primero, realizado por una viajera (Egeria), seguramente española, contiene no solo el relato de rutas a puntos protagonistas de sucesos del Antiguo y Nuevo Testamento, sino también la descripción de la liturgia anual de Jerusalén en el siglo IV, resultando un documento único y valiosísimo en este aspecto.

El segundo, realizado por un viajero italiano de la ciudad de Placentia en la Emilia Romagna (Italia), contiene una descripción muy interesante y costumbrista de zonas (Siria, Fenicia, sopotamia, etc.) que no se recogen en el primero y de las que se tienen pocas noticias de esa época, y habla, entre otros aspectos, de distintas tradiciones hagiográficas y de diferentes planteamientos heréticos que poblaron los primeros siglos del cristianismo.

FICHA

Editorial Universidad de Sevilla-Secretariado de Publicaciones
1ª ed., 1ª imp.(01/12/2000)
320 páginas; 19x12 cm
Idioma: Español
ISBN: 8447206165 / ISBN-13: 9788447206162
Encuadernación: Rústica

Colección: Colección de bolsillo, 154

Πανηγυρική Αγρυπνία στην Ι.Μ.Μ. Βατοπαιδίου

Καθολικό του Ευαγγελισμού της Θεοτόκου της Ιεράς Μεγίστης Μονής Βατοπαιδίου, η πανηγυρική αγρυπνία για την εορτή των Αγί...
Publicado por Sacra Metrópolis de España y Portugal - Patriarcado Ecuménico en Viernes, 22 de julio de 2016

viernes, 22 de julio de 2016

Μικρός εσπερινός των Βατοπαιδινών Αγίων

Με Αγιορειτική μεγαλοπρέπεια τελείται αυτή την ώρα στο Καθολικό της Ι.Μ.Μ. Βατοπαιδίου, ο μικρός εσπερινός επί τη εορτή ...
Publicado por Sacra Metrópolis de España y Portugal - Patriarcado Ecuménico en Domingo, 24 de julio de 2016

jueves, 21 de julio de 2016

Βαρκελώνη - Δωρεά Εκκλησιαστικών Βιβλίων στην Ενορία μας


Με πρωτοβουλία του αγαπητού κ.Κλήμη Νταλιάνη και τη βοήθεια των κ.Τσουκαλά Θεόδωρου και 6ου ΚΑΠΗ Αιγάλεω, εξοπλίστηκε η ενορία μας με εκκλησιαστικά βιβλία τόσο αναγκαία σ’αυτή.

Ο κ.Νταλιάνης σε παλαιότερη επίσκεψή του, συζήτησε με τον π.Χριστόδουλο για την πορεία της ενορίας μας και ζήτησε να μάθει τις ανάγκες της και επιστρέφοντας στην Αθήνα κινητοποιήθηκε άμεσα, βρίσκοντας και άλλους συμπαραστάτες στην προσπάθειά του.

Τους ευχαριστούμε εκ βάθους καρδίας και τους ευχόμαστε ο Αγιος Νεκτάριος να τους χαρίζει υγεία και πλούσιες ευλογίες.

Βαρκελώνη - Πρόγραμμα Ακολουθιών Μηνός Αυγούστου 2016


Το πρόγραμμα της ελληνορθόδοξης ενορίας του Αγίου Νεκταρίου Βαρκελώνης για τον μήνα Αύγουστο 2016, που αφορά Θ.Λειτουργίες και ιερές παρακλήσεις, διαμορφώνεται ως εξής:

ΚΥΡΙΑΚΗ  7 ΑΥΓΟΥΣΤΟΥ

10:30 π.μ. Θ.ΛΕΙΤΟΥΡΓΙΑ     
 12:00  π.μ.ΠΑΡΑΚΛΗΣΗ ΣΤΗΝ ΥΠΕΡΑΓΙΑ ΘΕΟΤΟΚΟ

ΚΥΡΙΑΚΗ 14 ΑΥΓΟΥΣΤΟΥ

10:30 π.μ. Θ.ΛΕΙΤΟΥΡΓΙΑ      
12:00 π.μ. ΠΑΡΑΚΛΗΣΗ ΣΤΗΝ ΥΠΕΡΑΓΙΑ ΘΕΟΤΟΚΟ

ΔΕΥΤΕΡΑ 15  ΑΥΓΟΥΣΤΟΥ
ΕΟΡΤΗ ΚΟΙΜΗΣΕΩΣ ΤΗΣ ΘΕΟΤΟΚΟΥ

10:30 π.μ.ΠΑΝΗΓΥΡΙΚΗ Θ. ΛΕΙΤΟΥΡΓΙΑ     
12:00 π.μ. ΠΑΡΑΚΛΗΣΗ ΣΤΗΝ ΥΠΕΡΑΓΙΑ ΘΕΟΤΟΚΟ

Τις καθημερινές θα τελείται παράκληση κάθε βράδυ στο εκκλησάκι της Παναγίας, άνωθεν της ιερατικής κατοικίας.

Τις Κυριακές 21 και 28  Αυγούστου καθώς και στις 4 Σεπτεμβρίου δεν θα τελεστεί Θ.Λειτουργία στο ναό μας.

Από την  Κυριακή  11 Σεπτεμβρίου θα τελείται κανονικά κάθε Κυριακή Θ.Λειτουργία.

Εύχομαι σε όλους, επισκέπτες και ενορίτες η Παναγία να είναι μεσίτρια και οδηγός στη ζωή τους.

miércoles, 20 de julio de 2016

Homilía de S.E. Policarpo en el monasterio de Vatopedi


Santo, Venerabilísimo y respetado Abad monseñor Efraín y toda la venerable Hermandad monástica, ¡Regocijaos en el Señor siempre!

Quiero daros las gracias, de lo profundo de mi corazón, por vuestra amable invitación a visitar este Santo Monasterio y celebrar la fiesta de este año en conmemoración de todos los Santos de Vatopedi.


Filial gratitud debo al Obispo de Monte Athos, al Venerable dirigente de la Ortodoxia, y autoridad nuestra, el peregrino Patriarca Ecuménico Su Santidad Bartolomé, quienes bondadosamente me proporcionaron esta canónica autorización y bendición.


Para mí es un gran honor, inesperada alegría y profunda emoción, ya que con esta invitación vuestra me da la santa y sagrada oportunidad de encontrarme, por primera vez, en el Monte Athos, en el huerto de nuestra Santísima Madre y en vuestro venerable y gran Monasterio de Athos, también de la Madre de Dios, y por eso es el santo convento de la ciudad monástica de Athos y de toda la Iglesia greco-parlante. Grandes también son la oferta y el ministerio hacia la Nación y la Iglesia, desde el principio de su fundación hasta su difícil actualidad por la que transitan nuestra Patria y nuestro Pueblo.


"Temblando", me encuentro entre vosotros como peregrino humilde y estudiante novato en este temible lugar santísimo. Me encuentro entre vosotros para poder escuchar la mística voz del Monte Athos, donde hasta las piedras gritan la presencia  del Señor  Dios y Salvador nuestro Jesucristo, de la Virgen, su Madre y Madre de todos nosotros, la Madre de Dios y siempre Virgen María y los Venerables Padres de Monte Athos, desde Atanasio,

el fundador del monaquismo, hasta José el Hesicasta y Paísios del Monte Athos. Pero de estos santos ascetas ocultos, que están luchando la "buena batalla" en estos días difíciles de crisis espiritual y moral y la apostasía de la humanidad de la única fuente de la vida, el Dios misericordioso y filántropo y Salvador nuestro.

No oculto lo difícil que es “auscultar". No es fácil acercarse al Santo Monte, esta arena de la Iglesia Universal y sus monjes luchadores. Debemos eliminar primero las túnicas de cuero de la razón y la cultura secular. Debemos adquirir oídos más potentes y eficaces que el último tipo de radar ultramoderno. Tenemos que tranquilizarnos y recopilar. Sólo entonces se va a escuchar los corazones de los monjes luchadores, de los vivos y de los difuntos. A continuación, sólo será capaz de entender - al igual que humanamente - sus experiencias, extrañas para los hechos y la lógica humanos, pero todo esto es normal para la vida mística de los que habitan en el Monte Athos.


A partir de este primer contacto y comunicación - aunque sea brevemente - en el monte santo, entendí que Athos no es lo que he oído y leído y visto desde el exterior, pero es lo que suena místico. Por esta razón requiere el silencio, la tranquilidad y sentido de devoción para que puedan funcionar los otros sentidos. Este don divino por mi humildad, en esta hora, por las comisiones de los Santos y ancianos portadores de Dios José el Hesicasta y  José el Joven de Vatopedi, el abuelo y padre espiritual vuestro, respectivamente, y varias otras Hermandades actuales de Monte Athos. Rezad respetable Santo Abad y queridos Padres para que yo pueda sentir y vivir en mi corazón, incluso mínimamente, la vida de Monte Athos, que es la vida de corazón y la práctica, la aplicación y el vivo recordatorio de los Profetas, los apóstoles y los santos. La vida empírica, hablada, aconsejada, asesorada, dirigida,  iluminada, santificada, deificada.


Entré en vuestro santo y venerable Monasterio con el propósito de estudiar en general la vida de Monte Athos y específicamente la tradición patrística y la vida espiritual y escuchar los secretos de Monte Athos y Vatopedi, por supuesto, con la gracia del Dios Misericordioso y la bendición de la Virgen María y de todos los Santos de Monte Athos y Vatopedi. Llegué con dos palabras, para convertir mi espíritu de adopción de Monte Athos y Vatopedi.


Todo esto pensaba, Venerable Santo Abad y queridos Padres, desde el momento en que recibí la muy alta y honorable invitación para presidir ese año la Festividad de la Conmemoración de todos los Santos de Vatopedi, y estos pensamientos son aún más intensos desde que empecé a viajar hacia el Monte Athos y vuestro Santo Monasterio. Pensaba, con temor y asombro, que es imposible no sentir – por lo menos, debido al corto tiempo de estancia en este lugar - los secretos de las verdaderas vidas teológicas ortodoxas, que las piedras - repito - gritan y testifican en el Santo Monte Athos. Una vida que truena y da testimonio, por encima de todo, del deseo divino y del celo de los nuevos residentes actuales, digno de deseo y fervor de los antiguos ancianos que derraman la vida mística, el alimento espiritual y la tradición sagrada del Monte Athos por una maravillosa comunicación más allá del tiempo y dentro del tiempo, lo que implica en una reunión armoniosa el acoplamiento de diferentes generaciones y edades. Y Vatopedi un claro ejemplo de esta experiencia y práctica.

Misterio es el Monte Santo. Misterio, por extensión es cada uno de los monasterios. Misterio también es Vatopedi, y de algunos que luchan contra él. ¿Lucháis por un misterio? Un misterio que emerge de las profundidades del helenismo, que como tal, así que cuanto más se lucha en su contra se agranda y resurge más y mucho más. Misterio que si uno no se acerca con temor y respeto, no sólo no lo entenderá, sino como si la piedra se levantara invisiblemente y lo golpeara en la cabeza.


Sería una falta no hacer hincapié en el agradecimiento que debe la Ortodoxia de los cielos y la Raza de los Griegos en el Monte Santo, y de los Santos Padres, antiguos y actuales, vivos y difuntos, guardando recuerdos del Monte Athos y esperando que nosotros que vivimos en este mundo vano y loco - clérigos y laicos -  vengamos al Monte Athos como alumnos principiantes con la voluntad y la asistencia necesarias, en busca de la iluminación  del Filántropo Dios, de la Santísima Virgen María y de todos los Santos del Monte Athos especialmente los  de Vatopedi, cuya Fiesta  celebramos y festejamos para ser  predicadores y maestros en el mundo del Monte Athos, esta auténtico huerto de  salvación, y también los miembros de la comunidad monástica en el deseo y en el corazón. Los predicadores y maestros, testigos presenciales y de oídas, que en el Monte Santo siguen viviendo la vida eterna compensada en el tiempo y la vida en el tiempo infinito
.
Para terminar, aprovecho la oportunidad de agradecer públicamente con lo más profundo de mi corazón, al Santo Monasterio de Vatopedi su apoyo a la Santa Metrópolis de España y Portugal. No sería ninguna exageración decir y subrayar que si sobrevive como organización eclesiástica, esto se debe en gran medida al corazón de Vatopedi


El Dios bondadoso, por las intercesiones de la Santísima Virgen, protectora de Monte Athos y de este Santo Monasterio, y de todos los Santos de Vatopedi, así como el Venerable José el Hesicasta, y José el Joven, abuelo espiritual y padre espiritual respectivamente, de la Hermandad contemporánea de Vatopedi, y no sólo estos, que estén siempre con todos vosotros, que os protejan y os bendigan abundantemente para fortaleceros diariamente.

¡Fuerza, estemos bien, estemos con temor! Que no se escape de nuestra mente la sabia frase popular: "Cada obstáculo es para mejorar" y la de los Santos Padres, "Es una pequeña nube y se pasará". ¡Felicidades y bendiciones! ¡Buena y santa Festividad de Todos los Santos de Vatopedi! ¡Santos de Vatopedi interceded por nosotros! ¡Así sea!

martes, 19 de julio de 2016

Α.Μ. Τρικόρφου-Πολυαρχιερατικό Συλλείτουργο για τον Άγ. Σεραφείμ

«Ο ασκητής είναι ο ποιό κοινωνικός όλων των ανθρώπων, αφού στην μοναχικότητα της ερήμου συναντάται με τον Θεό, μέσα από ...
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"Ver a Dios como Él es. Autobiografía espiritual". Archimandrita Sophrony


Desde que fui nombrado padre confesor en el Monte Athos –hace más de cuarenta años–, al aclarar a los padres ascetas que llegaban a mí sus problemas espirituales, les daba con esto mismo la posibilidad de escuchar las experiencias que me habían sido concedidas de lo Alto. Y cuanto más se prolongaba mi servicio espiritual, mejor sabía abrirme a mis hermanos. Ahora, en mi ancianidad, al acercarse mi partida de este mundo, abrumado día y noche por achaques corporales, he llegado a ser menos vulnerable a los juicios de los hombres. Por esta razón, he decidido abrir a muchos más lo que celosamente había preservado de la mirada ajena.

Mi camino y mis experiencias, por sus características propias, probablemente no son del todo habituales. Sin embargo, su contenido esencial me ha permitido comprender la situación trágica de millones de seres dispersos por toda la faz de la tierra. No está excluida, por lo tanto, la posibilidad de que mi confesión –o, mejor dicho, mi autobiografía espiritual– ayude siquiera a algunos de ellos en las pruebas que les asaltan.

«El viento sopla donde quiere y oyes su voz, pero no sabes de dónde viene ni a dónde va. Así es todo lo que nace del Espíritu» (Jn 3, 8). Lo acontecido conmigo no fue efecto de mi iniciativa; no, claramente no. Dios, en su providencia, conocida sólo por él, tuvo a bien visitarme y permitir que me asomara a su Ser eterno. Su santa mano me arrojó –a mí, que no soy nada– implacablemente a un abismo indescriptible. «Allí», con admiración rayana en el terror, fui testigo de realidades que superan mi razón. Sobre esto pretendo hablar en las páginas que siguen.

(Del Prefacio del libro, una autobiografía espiritual del starets Sophrony, 1896-1993, pintor ruso que vivió una experiencia inusual de Dios al abrigo del starets san Silouan, en la montaña del Athos).

Ichthys, 23
ISBN: 978-84-301-1467-2
Formato: Rústica, 13,5 x 21 cm.
Páginas: 304
Edición: 1ª
Fecha de edición: septiembre 2002
Título original: Videt Boga kak on est (1986)
Traducido por Joaquín Maristany del original ruso
Precio: 19,50 €


domingo, 17 de julio de 2016

Λαμπρό Συλλείτουργο στον Ιερό Ναό Αγίας Μαρίνας Ηλιουπόλεως

Την 17η του τρέχοντος μηνός Ιουλίου ε.έ., ημέρα κατά την οποία η Αγία μας Εκκλησία εορτάζει την μνήμη της της αγίας παρθ...
Publicado por Sacra Metrópolis de España y Portugal - Patriarcado Ecuménico en Domingo, 17 de julio de 2016

ΒΙΝΤΕΟ - Αρχιερατικό συλλείτουργο για την εορτή της αγίας Μαρίνας

Σε απευθείας σύνδεση, με τον ιερό ναό αγίας Μαρίνας Ηλιουπόλεως, παρακολουθείτε τον όρθρο και το πανηγυρικό αρχιερατικό συλλείτουργο που τελείται με την ευκαιρία του εορτασμού της ιεράς μνήμης της αγίας.
Συλλειτουργούν οι μητροπολίτες Νιγηρίας κ. Αλέξανδρος και Ισπανίας κ. Πολύκαρπος.
Η μετάδοση ολοκληρώθηκε. Δείτε το βίντεο.

sábado, 16 de julio de 2016

Μέγας Εσπερινός στην Αγία Μαρίνα Ηλιουπόλεως

Με την πρέπουσα Εκκλησιαστική τάξη τελέσθηκε το απόγευμα της 16ης Ιουλίου 2016, ο Μέγας Πανηγυρικός Αρχιερατικός Εσπεριν...
Publicado por Sacra Metrópolis de España y Portugal - Patriarcado Ecuménico en Sábado, 16 de julio de 2016

miércoles, 13 de julio de 2016

Entrevista al P. Demetrio en "El Espejo" de Cadena COPE


El miércoles 13 de julio de 2016 D. José Luis Restán, director de Información Religiosa de Cadena COPE, una de las emisoras de referencia en España, ha realizado una entrevista al P. Archimandrita Demetrio (Sáez), Provicario de nuestra Metrópolis, en el programa El Espejo, acerca del reciente Santo y Gran Concilio de la Iglesia Ortodoxa; para escucharla, hacer clic en el siguiente enlace (se encuentra a partir del minuto 12:40):

lunes, 11 de julio de 2016

Κυριακή ἀφιερωμέμη στούς ἀποδήμους Ναυπακτίους

Ἡ Κυριακή 10 Ἰουλίου ἐ.ἔ. ἦταν ἀφιερωμένη ἀπό τήν Ἱερά Μητρόπολη Ναυπάκτου στούς ἀποδήμους ἀδελφούς μας. Πρόκειται γιά μ...

Publicado por Sacra Metrópolis de España y Portugal - Patriarcado Ecuménico en Domingo, 17 de julio de 2016

Βίντεο - Θεία Λειτουργία γιὰ τοὺς ἀπόδημους Ναυπακτίους,Ἅγιος Δημήτριος,10 Ἰουλίου 2016



Πηγή: Αγία Μητρόπολη Ναυπάκτου και Αγίου Βλασίου

viernes, 8 de julio de 2016

"En camino hacia el Concilio". Arzobispo Job de Telmeso


1. Un poco de historia

La encíclica patriarcal y sinodal del Patriarca Ecuménico Joaquín III en 1902, mediante la cual los Primados de las Iglesias ortodoxas autocéfalas eran llamados a colaborar para afrontar los problemas que se planteaban a la Iglesia ortodoxa de la época fue la chispa que puso en marcha la preparación de un gran concilio panortodoxo. El Patriarca Ecuménico Focio II convocó la reunión de un comité interortodoxo preparatorio en 1930 en el monasterio de Vatopedi, en el Monte Athos, en la cual se estableció una primera lista de 17 temas que tratar, entre los que se encontraban las relaciones interortodoxas, las relaciones de la Iglesia ortodoxa con las demás Iglesias y Confesiones cristianas, la cuestión del calendario y diversas cuestiones de orden disciplinario. Este concilio era necesario tras los cambios profundos que había conocido la Iglesia ortodoxa a finales del siglo XIX y principios del XX por la aparición de nuevas Iglesias autocéfalas y los desafíos que le lanzaba a la Iglesia el nuevo siglo, ya turbulento a causa de la Primera Guerra Mundial.

2. Contribución del Patriarca Ecuménico Atenágoras

Al Patriarca Ecuménico Atenágoras le debemos el haber relanzado la idea de convocar un concilio después de la Segunda Guerra Mundial a través de dos cartas patriarcales dirigidas a los Primados de las Iglesas ortodoxas patriarcales y autocéfalas en 1951 y 1952. No obstante, hasta 1961 no se pudo reunir en Rodas la primera conferencia panortodoxa, que puso en marcha oficial y definitivamente el proceso de preparación del Santo y Gran Concilio de la Iglesia Ortodoxa. Esta conferencia aprobó una larguísima lista de temas que tratar, clasificados en las siguientes ocho categorías: 1) Fe y dogma; 2) Culto divino; 3) Administración de la Iglesia; 4) Relaciones entre las Iglesias ortodoxas; 5) Relaciones de las Iglesias ortodoxas con el resto del mundo cristiano; 6) Ortodoxia y mundo; 7) Temas teológicos (entre ellos la cuestión de 'economía' frente a 'acribía', la relación de la Iglesia ortodoxa con las demás religiones, la eutanasia y la cremación); 8) Problemas sociales (como la familia, la juventud, la discriminación).

Esta lista, considerada demasiado ambiciosa, quedó reducida a diez temas por la primera conferencia preconciliar panortodoxa de Chambésy en 1976, que prefirió centrarse en tres grandes campos: las relaciones interortodoxas, las relaciones de la Iglesia ortodoxa con el resto del mundo cristiano y el testimonio de la Iglesia ortodoxa en el mundo contemporáneo. Desde entonces, diez temas aparecieron en el orden del día del Santo y Gran Concilio: 1) La cuestión del calendario; 2) Los impedimentos para el matrimonio; 3) La adaptación de las reglas del ayuno a las condiciones contemporáneas; 4) Las relaciones de la Iglesia ortodoxa con las demás Iglesias y Confesiones cristianas; 5) Las relaciones de la Iglesia ortodoxa con el Movimiento Ecuménico; 6) Las relaciones de la Iglesia ortodoxa con el mundo; 7) El problema de la diáspora ortodoxa; 8) La autocefalia y la manera de proclamarla; 9) La autonomía y la manera de proclamarla; 10) Los dípticos de la Iglesia ortodoxa.

3. El largo y complejo proceso de preparación del Concilio

La primera conferencia preconciliar panortodoxa de Chambésy de 1976 estableció igualmente un proceso de preparación del Santo y Gran Concilio. Se estableció un secretariado para la preparación del Santo y Gran Concilio en el Centro ortodoxo del Patriarcado Ecuménico en Chambésy. Este debía recibir las propuestas de cada Iglesia ortodoxa patriarcal o autocéfala sobre cada uno de los diez temas establecidos y producir un informe que debía ser a continuación examinado por un Comité preparatorio interortodoxo convocado por el Patriarca Ecuménico, que debía reunirse tantas veces como fuera necesario hasta que se alcanzara un consenso entre las diferentes Iglesias ortodoxas patriarcales y autocéfalas al respecto.

El texto fruto de ese consenso era a continuación enviado por el secretariado al Santo Sínodo de cada Iglesia ortodoxa local para ser ratificado o de nuevo comentado. Los eventuales comentarios de cada Iglesia debían ser enviados al secretariado, que los tenía en cuenta para el texto final, que debía ser discutido y adoptado por unanimidad por una Conferencia panortodoxa preconciliar convocada por el Patriarca Ecuménico. Esta era la última etapa para la elaboración de los textos sobre los diferentes temas del Concilio, que debían ser discutidos y adoptados por él. Se comprende, pues, el largo y complejo proceso de preparación del Santo y Gran Concilio, que reposaba sobre el principio de unanimidad.

En este espíritu, la segunda conferencia preconciliar panortodoxa de Chambésy en 1982 adoptó el texto sobre la cuestión de los impedimentos para el matrimonio, la adaptación de las reglas del ayuno a las condiciones contemporáneas, la cuestión del calendario (sobre todo la fecha común de la fiesta de Pascua tras un congreso de astrónomos y canonistas ortodoxos reunidos previamente en Chambésy). La tercera conferencia preconciliar panortodoxa de Chambésy en 1986 adoptó el texto sobre "la contribución de la Iglesia ortodoxa a la realización de la paz, la justicia y la libertad, la fraternidad y el amor entre los pueblos y la eliminación de la discriminación racial y de cualquier otra forma de discriminación", sobre la relación de la Iglesia ortodoxa con el Movimiento Ecuménico, sobre la relación de la Iglesia ortodoxa con el mundo cristiano, y adoptó un reglamento de las conferencias preconciliares preparatorias y de los comités preparatorios interortodoxos donde todas las decisiones debían ser tomadas por consenso, a excepción de las cuestiones de procedimiento, que debían ser tomadas por dos tercios de los jefes de las delegaciones presentes.

La cuarta conferencia preconciliar panortodoxa de Chambésy de 2009 adoptó el texto final sobre la diáspora ortodoxa, que ratificó las Asambleas episcopales ortodoxas en doce regiones del mundo: 1) América del Norte y Central; 2) América del Sur; 3) Australia-Nueva Zelanda-Oceanía; 4) Gran Bretaña-Irlanda; 5) Francia; 6) Bélgica-Países Bajos-Luxemburgo; 7) Austria; 8) Italia y Malta; 9) Suiza; 10) Alemania; 11) Escandinavia; 129 España y Portugal. La región de América del Norte y Central fue posteriormente dividida entre Canadá y los Estados Unidos en la Sinaxis de los Primados de la Iglesia ortodoxa de 2014, mientras que México quedó asignado a la región de América del Sur, que cambió su nombre a América Latina. Esta conferencia preconciliar panortodoxa adoptó igualmente el reglamento de las Asambleas episcopales.

4. La recta final hacia el Concilio

En la Sinaxis de los Primados de las Iglesias ortodoxas reunidos en Constantinopla, en la sede del Patriarcado Ecuménico en el Fanar, en marzo de 2014, se decidió convocar una comisión interortodoxa especial para la revisión, la elaboración o la redacción de algunos textos de la segunda y tercera conferencias panortodoxas preconciliares de 1982 y 1986. Además, esta Sinaxis de los Primados de las Iglesias ortodoxas adoptó la regla de que todas las decisiones durante los trabajos del Concilio serían tomadas por unanimidad sobre el principio del consenso. Se había decidido que el Santo y Gran Concilio de la Iglesia ortodoxa sería convocado por el Patriarca Ecuménico en Constantinopla en 2016 salvo algún imprevisto, El Concilio sería presidido, según lo establecido, por el Patriarca Ecuménico, mientras que los Primados de las demás Iglesias ortodoxas estarían sentados a su derecha y a su iquierda. Cada Iglesia enviaría una delegación constituida por el Primado y 24 obispos.

La Comisión interortodoxa especial se reunió en el Centro ortodoxo del Patriarcado Ecuménico en Chambésy en octubre de 2014, en febrero de 2015 y en marzo-abril de 2015, y revisó los textos sobre la relación de la Iglesia ortodoxa con el Movimiento Ecuménico y sobre la relación de la Iglesia ortodoxa con el mundo cristiano y los fundió en uno solo titulado "Las relaciones de la Iglesia ortodoxa con el resto del mundo cristiano". Además, el texto sobre "La contribución de la Iglesia ortodoxa a la realización de la paz, la justicia, la libertad, la fraternidad y el amor entre los pueblos y la eliminación de la discriminación racial y de cualquier otra forma de discriminación" también fue revisado y corregido. El texto sobre las reglas del ayuno solo fue objeto de algunas correcciones menores de tipo redaccional.

La quinta conferencia preconciliar panortodoxa de Chambésy de octubre de 2015 aprobó el texto sobre "La autonomía y la forma de proclamarla", elaborada en 2009 por la Comisión preparatoria interortodoxa. También examinó los proyectos de documentos del Concilio panortodoxo revisados por la Comisión interortodoxa especial en las reuniones de octubre de 2014, febrero y marzo-abril de 2015. Los documentos titulados "Las relaciones de la Iglesia ortodoxa con el resto del mundo cristiano" y "La importancia del ayuno y su observancia hoy" fueron aprobados. Sin embargo, el documento titulado "La contribución de la Iglesia ortodoxa a la realización de la paz, la justicia, la libertad, la fraternidad y el amor entre los pueblos y la supresión de las discriminaciones raciales y de otro tipo" fue rebautizado como "La misión de la Iglesia ortodoxa en el mundo contemporáneo" y no obtuvo la unanimidad, por lo que no fue firmado por los jefes de las delegaciones de las Iglesias de Rusia y Georgia.

5. La Sinaxis de los Primados de enero de 2016

Así, de entre los diez temas del orden del día del Santo y Gran Concilio, dos no pudieron conducir a un consenso en las reuniones de las Comisiones preparatorias interortodoxas a pesar de los numerosos esfuerzos desplegados. Se trata de la cuestión de la autocefalia y la forma de proclamarla y la cuestión de los dípticos. La Sinaxis de los Primados de las Iglesias ortodoxas reunidos en Chambésy en enero de 2016 decidieron, pues, que estos dos temas no fueran examinados por el Santo y Gran Concilio de la Iglesia Ortodoxa, sino por otro concilio posterior. Esta Sinaxis decidió asimismo eliminar del orden del día la cuestión del calendario porque ciertas Iglesias ortodoxas locales afirmaron que no deseaban tratarlo y que no estaban preparadas para una reforma del calendario. Por otro lado, la Sinaxis revisó considerablemente el texto sobre los impedimentos para el matrimonio, que recibió el nombre de "El sacramento del matrimonio y sus impedimentos". Este texto no fue firmado por las Iglesias de Antioquía y Georgia. La Iglesia de Antioquía tampoco firmó las decisiones de la Sinaxis de enero de 2016. Teniendo en cuenta que los dos textos sobre las relaciones de la Iglesia ortodoxa con el Movimiento Ecuménico y sobre la relación de la Iglesia ortodoxa con el mundo cristiano habían sido reunidos en uno solo, resultó que los seis temas del orden del día del Concilio aprobados por la Sinaxis de 2016, con sus textos correspondientes, quedaron así:

1. La misión de la Iglesia ortodoxa en el mundo contemporáneo.
2. La diáspora ortodoxa.
3. La autonomía y la manera de proclamarla.
4. El sacramento del matrimonio y sus impedimentos.
5. La importancia del ayuno y su observancia hoy.
6. Las relaciones de la Iglesia ortodoxa con el resto del mundo cristiano.

Teniendo en cuenta la situación política tan complicada en el Próximo Oriente, la Sinaxis de los Primados de enero de 2015 renunció a reunir el Concilio en Constantinopla y decidió finalmente convocar el Santo y Gran Concilio en la Academia ortodoxa de Creta del 18 al 27 de junio de 2016. La apertura del Concilio tendrá lugar después de la Divina Liturgia de la fiesta de Pentecostés, y la clausura el Domingo de Todos los Santos según el calendario ortodoxo.

La Sinaxis adoptó igualmente el texto del Reglamento de organización y funcionamiento del Santo y Gran Concilio de la Iglesia Ortodoxa. Este texto no fue firmado por la Iglesia de Antioquía. Según este texto, las delegaciones de cada Iglesia ortodoxa local, compuestas por 24 obispos de dicha Iglesia (tal y como había sido decidido en la Sinaxis de los Primados de 2014), "pueden estar acompañados de consejeros especiales, eclesiásticos, monjes o laicos, en un número que no puede normalmente exceder el de seis miembros, así como tres asistentes por Iglesia" (artículo 3). Las lenguas oficiales del Concilio serán el griego, el ruso, el francés y el inglés, así como el árabe como lengua de trabajo (artículo 9). Además, fue establecido un secretariado panortodoxo del Concilio, "compuesto de un jerarca de cada delegación, así como por el secretario para la preparación del Santo y Gran Concilio que supervisa el trabajo del secretariado" (artículo 6). Estos quince obispos estarán "asistidos en su trabajo por consejeros 'ad hoc', eclesiásticos, monjes o laicos, escogidos de entre los consejeros de las delegaciones de las Iglesias ortodoxas locales. [...] Estos consejeros no pueden ser más de dos por Iglesia" (artículo 6). Este secretariado, que será puesto en marcha a partir del mes de marzo de 2016, será el encargado de acreditar a los periodistas que estarán presentes en el Concilio (artículo 16). Estos periodistas, así como los observadores invitados de las demás Iglesias y Confesiones cristianas y los de organizaciones cristianas, podrán asistir a las sesiones de apertura y clausura del Concilio, evidentemente sin derecho a voz ni voto (artículos 14 y 16).

Así, pues, concluye el largo trabajo de preparación del Concilio, que habrá durado cuarenta años. El mérito de su metodología -la del consenso (o decisiones tomadas por unanimidad)-, que ha sido por otro lado la principal dificultad, asegura que el Santo y Gran Concilio será la manifestación de la unidad de la Iglesia ortodoxa y no ocasión de cismas y divisiones. Por ello, los fieles ortodoxos deben rezar para que el Paráclito inspire y dirija a los Padres del Concilio. Por esa razón los Primados, reunidos en Sinaxis en enero de 2016 en Chambésy, "invocan humildemente la gracia y la bendición de la Santa Trinidad e invitan ardientemente a la oración al pléroma de la Iglesia, clero y laicos, durante el período que conduce al Santo y Gran Concilio y durante el transcurso de este" (comunicado del 27 de enero de 2016).

Arzobispo Job de Telmeso

martes, 5 de julio de 2016

Βαρκελώνη - O Μητροπολίτης Σύρου στην Ενορία μας

Την Κυριακή 3 Ιουλίου εορτή της σύναξης των Αγιορειτών Πατέρων,είχαμε τη χαρά και την ευλογία να επισκεφθεί την ενορία μ...
Publicado por Sacra Metrópolis de España y Portugal - Patriarcado Ecuménico en Martes, 5 de julio de 2016

lunes, 4 de julio de 2016

Nueva congregación en Benidorm (Alicante, Comunidad Valenciana)


IGLESIA ORTODOXA DE TRADICIÓN RUSA EN BENIDORM. PARROQUIA DE SAN NICOLÁS Y SAN NECTARIO DE EGINA - PATRIARCADO ECUMÉNICO.

CALLE BÉLGICA, 18 (Parroquia de San Francisco de Asis, a 10 metros a la derecha de la Puerta Principal, en la PUERTA "CARITAS", 2ª PLANTA).
03502 BENIDORM

Párroco: Protoierey Osios.- Móvil: 600.789.941.-

INAUGURACIÓN. BENDICIÓN. 1ª DIVINA LITURGIA (Misa Ortodoxa):

-SÁBADO 9 DE JULIO A LAS 11 H.DE LA MAÑANA. Proscomidia. Hora Tercia y Sexta. Confesiones/Ispovedanie. DIVINA LITURGIA (Misa Ortodoxa). Hora del Café/té, momentos de saludos y confraternidad.

De momento, nos reuniremos 2 sábados al mes para celebrar la DIVINA LITURGIA.

EL LUGAR: En la Parroquia Católica de San Francisco de Asis, en la C/ Bélgica, 12. En la Puerta que pone CARITAS, 2ª PLANTA. Es una SALA AMPLIA donde podemos tener EL ALTAR, ICONOS..., de una manera fija, solo para nosotros.

UBICACIÓN: Está  justo al lado de la ESTACIÓN DE AUTOBUSES, y muy cerca del TREN.

Les rogamos sus ORACIONES, APOYO MORAL..., en la fundación y continuidad de la parroquia; hay VARIOS MILES DE CRISTIANOS ORTODOXOS EN BENIDORM.

GRATITUD: Sinceras gracias a tantas personas que han mostrado su interés. A los que nos han ayudado regalando ICONOS, UTENSILIOS PARA LA IGLESIA...

¡TODOS INVITADOS A NUESTRA IGLESIA ORTODOXA EN BENIDORM!

Protoierey Osios Ferrer +

domingo, 3 de julio de 2016

El Santo y Gran Concilio es vinculante


La ausencia de cuatro Iglesias en el sínodo panortodoxo celebrado en Creta del 18 al 26 de junio no afecta a su legitimidad, a juicio de dos asistentes, miembros de la delegación del Patriarcado de Constantinopla

Es panortodoxo

El encuentro de Creta ha sido un santo y gran sínodo, pero también un sínodo panortodoxo. La ausencia de una o más Iglesias no mina su naturaleza panortodoxa, sobre la que se ha estado de acuerdo unánimemente (¡y en ningún momento ninguna Iglesia estuvo en desacuerdo!) durante los dos últimos años, con documentos firmados oficialmente y acuerdos unánimes. Sus decisiones tienen autoridad y validez panortodoxa, aunque se someterán a un proceso de recepción. Ha habido numerosos sínodos sin la participación de todas las Iglesias, que sin embargo son vinculantes para todas las Iglesias ortodoxas. Por ejemplo, en 1872 en Constantinopla solo hubo dos Iglesias y Rusia no participó.

Una ausencia dolorosa, pero que no le resta importancia

La ausencia de Moscú, Antioquía, Bulgaria y Georgia ha sido dolorosa para las diez Iglesias que sí asistieron, pero no ha afectado al carácter institucional o a la importancia del sínodo. Es la reunión de Iglesias y obispos ortodoxos más representativa y completa de la historia. Nunca había habido un sínodo con diez Iglesias.

Su propósito no era una reforma, sino la unidad: juntar a las Iglesias para ofrecer un perfil más unido y un testimonio más creíble ante el mundo. Aunque las Iglesias ortodoxas están unidas sacramental y doctrinalmente, no se habían reunido en sínodo panortodoxo desde hace más de mil años. Esto es contrario a sus principios. Las Iglesias ortodoxas estaban llamadas a redescubrir su identidad sinodal, y el sínodo les dio la oportunidad.

Los frutos de Creta

Su principal logro ha sido la institucionalización del proceso conciliar en la vida de la Iglesia ortodoxa en la era moderna. Lo que era un mecanismo natural y regular durante el primer milenio fue subestimado e ignorado durante el segundo. El patriarca Bartolomé lo ha revivido de forma valiente y visionaria. Más allá de esto, una victoria clara para la Iglesia ortodoxa fue la afirmación de su apertura y diálogo con otras Iglesias.

¿Por qué era tan controvertida la cuestión ecuménica?

Las Iglesias ortodoxas se han desarrollado a ritmos diferentes. Por ejemplo, el patriarca ecuménico ha establecido relaciones positivas y constructivas con otras Iglesias cristianas y organizaciones ecuménicas, mientras que otras Iglesias se han mantenido alejadas de estas relaciones.

Por esto hubo gran controversia acerca del borrador del documento Sobre la relación con otros cristianos. Los representantes tradicionalistas de algunas Iglesias han dado razones para no usar la palabra Iglesia para otras comuniones cristianas no ortodoxas. Una función del sínodo era ofrecer líneas de actuación y sincronizar distintas perspectivas ecuménicas de las Iglesias locales. Se esperaba que el sínodo no solo estimulara y avanzara la unidad panortodoxa, sino también la reconciliación intercristiana, especialmente con los católicos.

El postsínodo: ¿Y ahora, qué?

El proceso de recepción es vital en cualquier sínodo ortodoxo. Incluso los concilios ecuménicos de los primeros siglos [antes de la división de la Iglesia] se sometieron a ser aceptados y acogidos por «la conciencia del pueblo». Me gusta describirlo como «el sínodo después del sínodo».

Todas las 14 Iglesias ortodoxas tendrán que promover una serie de programas educativos, en seminarios, parroquias y diócesis, a nivel local y regional, para que la Iglesia evalúe cómo las decisiones del santo y gran sínodo siguen la doctrina y tradición auténticas de los primeros concilios.

Lo que ha resultado del sínodo es la confirmación de que las Iglesias ortodoxas están dispuesta a estar por encima de sus intereses étnicos o internos para demostrar que se preocupan profundamente por los desafíos globales de nuestro mundo.

¿Habrá más sínodos?

Los primados y otros obispos estaban convencidos y expresaron repetidamente que estas asambleas deberían volver a convertirse en el foro adecuado para que las Iglesias ortodoxas compartan de forma abierta y sincera. Una de las reacciones más comunes era: «No sabía que la Iglesia en Nigeria (Albania, Corea…) se enfrentara a esto». Muchos recalcaban que estos sínodos deberían reunirse cada siete o diez años.

Una Iglesia ortodoxa para el siglo XXI

La Iglesia enseña que la salvación que se nos ofrece en Cristo sana a la humanidad y transfigura toda la creación. En esta visión cósmica no debe haber lugar para el aislacionismo, el sectarismo, el triunfalismo, el oscurantismo, el nacionalismo y el imperialismo. En un mundo que está siendo testigo de la crisis humanitaria más horrorosa desde la II Guerra Mundial, la Iglesia debería tener una palabra de esperanza y consuelo.

Fue el milagro de Pentecostés, la fiesta en la que el sínodo empezó. Los primados y obispos se reunieron para implorar e invocar al Espíritu Santo para afirmar y demostrar su unidad así como para recibir poder y energía para ser testigos creíbles de la crucifixión y la resurrección del Señor. Pero para que ocurriera, tenían que estar juntos «en el mismo lugar».

John Chryssavgis
Portavoz del Patriarcado de Constantinopla en el sínodo

Pavel Gavrilyuk
Consultor internacional del Patriarcado de Constantinopla en el sínodo


Fuente: www.alfayomega.es

Η εορτή του Αγίου Ιωάννου του Μαξίμοβιτς στο Τρίκορφο Φωκίδος

Με ιδιαίτερη λαμπρότητα εορτάστηκε την 1η και 2α Ιουλίου 2016 η μνήμη του Αγ. Ιωάννου του Μαξίμοβιτς στην γυναικεία Ιερά...
Publicado por Sacra Metrópolis de España y Portugal - Patriarcado Ecuménico en Domingo, 3 de julio de 2016