miércoles, 29 de junio de 2016

Mensagem do Santo e Grande Concílio da Igreja Ortodoxa


MENSAGEM DO SANTO
 E GRANDE CONCÍLIO DA IGREJA ORTODOXA

Ao povo ortodoxo e a toda pessoa de boa vontade

Louvamos e glorificamos ao Deus «de toda compaixão e de toda súplica», porque nos fez dignos de nos reunir durante esta semana de Pentecostes (de 18 a 26 de junho de 2016), em Creta, onde o apóstolo Paulo e o seu discípulo Tito anunciaram o evangelho durante os primeiros anos da vida da Igreja. Damos graças ao Deus trino, pois nos concedeu com benevolência que caminhemos em um mesmo espírito para chegarmos a concluir os trabalhos do Santo e Grande Concílio da Ortodoxia, convocado por Sua Santidade o Patriarca Ecumênico Bartolomeu de acordo com os Primazes das Igrejas Ortodoxas Autocéfalas locais. Fiéis aos exemplos dos Apóstolos e dos Padres teóforos, temos reexaminado o evangelho de liberdade através do qual «Cristo nos libertou» (Gl 5,1). O fundamento de nossas discussões teológicas é a garantia de que a Igreja não vive para si mesma. Transmite o testemunho do Evangelho da caridade e da liberdade, oferecendo ao conjunto do mundo habitado os dons de Deus: o amor, a paz, a justiça, a reconciliação, o poder da Cruz e da Ressurreição e a espera da eternidade.

1. A principal prioridade do Santo e Grande Concílio foi a de proclamar a unidade da Igreja Ortodoxa. Fundada sobre a Eucaristia e sucessão apostólica dos bispos, a unidade existente necessita ser reforçada e dar novos frutos. A Igreja, una, santa, católica e apostólica é uma comunhão divino-humana, uma pregustação e uma experiência dos «éscata» na Santa Eucaristia. Enquanto Pentecostes é uma voz profética não pode ser silenciada, uma presença e uma testemunha do Reino do Deus de amor.

Fiel à tradição apostólica unânime e a experiência sacramental, a Igreja Ortodoxa constitui a continuidade autêntica da Igreja una, santa, católica e apostólica, como é confessado no símbolo de fé e confirmado pelo ensinamento dos Padres da Igreja. A Igreja nos dá a conhecer o mistério da santa economia mediante sua vida sacramental centrada em torno da divina Eucaristia.

A Igreja Ortodoxa expressa a sua unidade e a sua catolicidade no Concílio. Sua Conciliaridade molda, ou seja, dá forma à sua organização, a maneira mediante a qual toma as decisões e a determinação de seu destino. As Igrejas Ortodoxas Autocéfalas não são uma federação de Igrejas, mas a Igreja una, santa, católica e apostólica. Cada Igreja local que celebra a Divina Eucaristia é a presença e a manifestação local da Igreja una, santa, católica e apostólica. Para a diáspora ortodoxa em diferentes países, decidiu-se continuar com o funcionamento das Assembleias Episcopais até a aplicação da Acrivia canônica. Estas se compõem dos bispos canônicos que seguem dependendo de uma Igreja Autocéfala. O funcionamento regular de suas assembleias episcopais garante o respeito do princípio ortodoxo de Conciliaridade.

No decurso dos trabalhos do Santo e Grande Concílio assinalou-se a importância das Synaxis dos Primazes que aconteceram e nas quais foi possível decidir a convocação regular do Santo e Grande Concílio a cada sete ou dez anos.

2. Ao participar na Divina Liturgia e rezar pelo mundo inteiro, temos de continuar a liturgia após a Divina Liturgia e dar testemunho de fé aos que estão perto ou longe, de acordo com o mandamento do Senhor antes da sua ascensão: «e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia, em Samaria e até os confins da terra» (At 1,8). A re-evangelização do povo de Deus nas sociedades modernas e evangelização daqueles que ainda não conhecem Cristo continuam sendo uma obrigação para a Igreja.

3. A nossa Igreja reflete a necessidade de testemunhar a verdade e a fé apostólica, pelo que atribui grande importância ao diálogo, especialmente com os cristãos não ortodoxos. Desta forma, o resto do mundo cristão conhece mais exatamente a autenticidade da tradição ortodoxa, o valor do ensinamento patrístico, a experiência litúrgica e a fé dos ortodoxos. Os diálogos que realiza a Igreja Ortodoxa não significam em absoluto um compromisso em matéria de fé.

4. A explosão do fundamentalismo observada em diferentes tradições religiosas é a expressão de uma religiosidade mortífera. Um diálogo inter-religioso sóbrio contribui significativamente na promoção da confiança mútua, da paz e da reconciliação. O bálsamo da fé deve servir para curar as antigas feridas dos outros e não para reacender fogueira de ódio novamente. A Igreja Ortodoxa condena inequivocamente a expansão da violência militar, a perseguição, expulsão e o assassinato de minorias, os sequestros, a tortura e as terríveis execuções sumárias. Denuncia a destruição de locais de culto, símbolos religiosos e monumentos culturais. Mais especificamente, manifesta a sua preocupação com a situação dos cristãos e das minorias perseguidas no Oriente Médio e em outros lugares. Insta a comunidade internacional na área para proteger os cristãos ortodoxos, e demais cristãos, os indígenas, assim como todas as populações da região que têm o direito inviolável a permanecer em seus países de origem como cidadãos que desfrutam de iguais direitos. Nosso Concílio exorta a todos e em todas as partes a agir sem esperar por esforços sistemáticos para resolver conflitos armados no Oriente Médio, para pôr fim a estes conflitos e permitir o regresso daqueles que foram expulsos de suas casas. Chama muito particularmente a todos os poderosos da terra para que atuem no sentido de fazer prevalecer a paz e a justiça nos países de onde saíram os refugiados. Apelamos às autoridades civis, aos cidadãos e aos cristãos ortodoxos nos países onde os cristãos perseguidos buscam refúgio de continuar a prestar assistência dentro dos limites e além de suas possibilidades.

5. O secularismo moderno busca a autonomia do homem em relação à Cristo e à influência espiritual da Igreja, que arbitrariamente é identificada com conservadorismo. No entanto, a cultura ocidental tem a marca indelével do cristianismo, da sua importante contribuição em todas os seus aspectos. A Igreja destaca, ademais, a importância salvífica do Deus-homem e de seu corpo como lugar e modo de vida em liberdade.

6. Em face à visão contemporânea do matrimônio, a Igreja Ortodoxa considera o vínculo indissolúvel de amor entre um homem e uma mulher como «um grande mistério… o de Cristo e da Igreja». Identifica mesmo a família como uma «micro-ecclesia» (pequena Igreja) que resulta do matrimônio, e que é a única garantia para a criação dos filhos. A Igreja insiste constantemente no valor da abstinência. A ascese cristã difere profundamente de um ascetismo puramente dualista que separa a pessoa humana de seu próximo. Pelo contrário, convém agarrar-se à vida sacramental da Igreja. A abstinência não está relacionada apenas à vida monástica. O «ethos» ascético é característica da vida cristã em todas as suas expressões. O Santo e Grande Concílio, além daqueles temas sobre os quais foram tomadas decisões, levou em conta as seguintes questões contemporâneas importantes:

7. Sobre a questão das relações entre a fé cristã e a ciência, a Igreja Ortodoxa evita colocar a investigação científica sob sua tutela e não toma posição sobre todos as questões científicos. Dá graças a Deus que concede aos cientistas o carisma para explorar os segredos da criação divina. O desenvolvimento moderno da ciência e da tecnologia aporta mudanças radicais em nossas vidas. Traz benefícios importantes em nossa vida cotidiana: uma doença grave, a comunicação mais fácil entre as pessoas, a pesquisa espacial etc.. No entanto, há também uma variedade de efeitos negativos, como a manipulação da liberdade, a progressiva perda de preciosas tradições, a destruição do meio ambiente, o questionamento de valores morais. Ainda que o conhecimento científico tenha evoluído muito rápido, não mobiliza a vontade da pessoa humana nem oferece respostas às questões éticas existenciais centrais, para a busca do sentido da vida e do mundo. Tudo isso requer uma abordagem espiritual que a Igreja Ortodoxa quer promover através de uma bioética fundadas na ética cristã e ensinamento patrístico. Assim, dentro do respeito pela liberdade e pela investigação científica, a Igreja Ortodoxa insiste nos perigos que se escondem em certos avanços científicos e enfatiza a dignidade humana e seu destino divino.

8. A atual crise ecológica é, evidentemente, devido a causas espirituais e éticas. Suas raízes estão vinculadas a concupiscência, luxúria, ganância e egoísmo, que conduzem ao uso irracional dos recursos naturais, a contaminação da atmosfera por elementos nocivos e ao aquecimento global. A resposta cristã para estes problemas exige o arrependimento («metanoia») em relação a esses abusos, a abstinência e a ética ascéticas como um antídoto para o consumo excessivo, tomando-se consciência cada vez mais que a pessoa humana é a «ecônoma» da criação e não sua proprietária. Sublinha ainda que as gerações futuras têm também direitos sobre estes bens naturais que nos foram confiadas pelo Criador. Por esta razão, a Igreja Ortodoxa está ativamente envolvida em vários esforços internacionais em favor do meio ambiente. Instituiu o dia 1º de setembro como o Dia de Oração para a Proteção do Meio Ambiente.

9. Contra o movimento de homogeneização impessoal que é favorecido de diversas maneiras, a Ortodoxia proclama o respeito do particularismo das pessoas humanas e dos povos. Opõe-se à autonomia da economia ante as necessidades fundamentais dos seres humanos, que o torna um fim em si mesmo. O progresso da humanidade não está apenas vinculado à melhoria dos padrões de vida e de desenvolvimento econômico em detrimento dos valores espirituais.

10. A Igreja Ortodoxa não interfere na política. Sua palavra é discreta e profética, e favorece uma intervenção humana adequada. Os direitos humanos estão agora no centro da política em resposta às crises políticas e sociais, e intentam proteger aos cidadãos contra a arbitrariedade do Estado. A nossa Igreja acrescenta igualmente as obrigações e responsabilidades dos cidadãos e a necessidade de que estes usem a autocrítica para melhorar sensivelmente a sociedade. Sublinha, em particular, que o ideal ortodoxo em favor do ser humano ultrapassa o horizonte dos direitos humanos estabelecidos e que «o maior de tudo» é o amor, tal e como nos revelou Cristo e o vivem aqueles que O seguem fielmente. A proteção do princípio de liberdade religiosa de todas as perspectivas é um direito fundamental, a saber, a liberdade de consciência, de fé, de culto e todas as manifestações individuais e coletivas da liberdade de religiosa, incluindo o fato de que cada crente possa praticar seus deveres religiosos livremente, sem qualquer tipo de interferência por parte dos poderes públicos, bem como a liberdade de ensinar publicamente a religião e de assegurar as condições de funcionamento das comunidades religiosas.

11. A Igreja Ortodoxa se dirige aos jovens que buscam uma vida plena em toda a liberdade, justiça, criação e amor. Ela os exorta a unir-se conscientemente à Igreja que é a verdade e a vida, para oferecer ao corpo eclesial sua vitalidade, suas preocupações e suas esperanças. Os jovens não são apenas o futuro da Igreja, mas também uma força e uma presença criativa, tanto local como mundialmente.

12. O Santo e Grande Concílio abriu nosso horizonte ao mundo contemporâneo diverso e multiforme. Sublinhou que a nossa responsabilidade no espaço e no tempo está sempre na perspectiva da eternidade. A Igreja Ortodoxa, garantia intacta do caráter místico e soteriológico, é sensível à dor, a angústia e ao clamor por justiça e paz dos povos. Assim evangeliza: «Dia a dia proclamai a sua salvação Contai a todos os povos, a todas as nações as suas maravilhas.” (Sl 95). Oremos. « E o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, confirmar e fortalecer. A ele seja o domínio para todo o sempre. Amém». 1 Pd 5,10-11).

† Bartolomeu de Constantinopla, presidente
† Theodoro II de Alexandria
† Theófilo III de Jerusalém
† Irineu da Sérvia
† Daniel da Romênia
† Chrysostomos de Chipre
† Ieronymos de Atenas e de toda a Grécia
† Sawas de Varsóvia e toda Polônia
† Anastasios de Tirana e toda Albânia
† Rastislav de Presov, das terras Checa e Eslováquia

Delegação do Patriarcado Ecumênico

† Lion de Karelia e toda Finlândia
† Estevão de Tallinn e toda Estônia
† João da sede maior de Pérgamo
† Demetrio da sede maior da América
† Agostinho da Alemanha
† Irineu de Creta
† Isaías de Denver
† Aleixo de Atlanta
† Santiago das Ilhas dos Príncipes
† José de Proeconeso
† Meliton da Filadélfia
† Emanuel de França
† Nicetas de Dardanelos
† Nicolau de Detroit
† Gerásimo de São Francisco
† Anfiloquio de Quisamo e Seleno
† Ambrósio da Coreia
† Máximo de Selibria
† Anfiloquio de Adrianópolis
† Calixto de Dioclea
† Antônio de Hierápolis, líder dos ortodoxos ucranianos nos Estados Unidos da América
† Job de Telmessos
† João de Cariópolis, Lider do Exarcado patriarcal das paróquias ortodoxas de tradição russa na Europa ocidental
† Gregório de Nissa, Líder dos carpatorutenos ortodoxos nos Estados Unidos da América

Delegação do Patriarcado de Alexandria

† Gabriel da sede maior Leontópolis
† Macario Nairobi
† Jonas Kampala
† Serafim do Zimbabwe e Angola
† Alexandro de Nigéria
† Teofilacto de Tripoli
† Sergio do Cabo da Boa Esperança
† Athanasios de Cirene
† Aleixo de Cartago
† Jerônimo de Muanza
† Jorge de Guiné
† Nicholas de Hermópolis
† Demétrio de Irenópolis
† Damasceno de Joanesburgo e Pretória
† Narciso de Accra
† Emanuel de Tolemaida
† Gregório de Camarões
† Nicodemos, Metropolita de Memphis
† Melécio de Katanga
† Pantaleão de Brazzaville e do Gabão
† Inocente do Burundi e Ruanda
† Crisóstomo de Moçambique
† Neófito da Nieri e Quênia

Delegação do Patriarcado de Jerusalém

† Benito Filadélfia
† Aristarcos de Constantina
† Teofilacto do Jordão
† Nectario de Antidona
† Filomeno de Pella

Delegação da Igreja da Sérvia

† João de Ohrid e Skopje
† Anfiloquio de Montenegro e do Litoral
† Porfirio de Zagreb e Liubliana
† Basílio de Sirmio
†Luciano BudimljeNikšić
† Longino de Nova Gračanica
† Irineu de Bačka
† Crisóstomo ZvornikTuzla
† Justino de Žiča
†Pacômio de Vranje
† João de Šumadija
† Ignácio de Braničevo
† Fócio da Dalmácia
† Atanásio de Biha Petrovac
† Joanicio de BudimljeNikšić
† Gregório de Hum, Herzegovina e do litoral
† Milutino Valjevo
† Máximo na América ocidental
† Irineu na Austrália e Nova Zelândia
† David de Kruševac
† João de Pakrac e Eslavônia
† André na Áustria e Suíça
† Sergio em Frankfurt e Alemanha
† Hilarião de Timok

Delegação da Igreja da Romênia

† Teofano de Iasi, de Moldávia e Bucovina
† Lorenzo de Sibiu e Transilvânia
† André de Vad, Feleac, Cluj, Alba Julia, Crisana e Maramures
† Irineu de Craiova e Oltenia
† João de Timişoara e do Banat
† José na Europa Ocidental e Meridional
† Serafim na Alemanha e na Europa Central
† Nifon de Targoviste
† Irineu de Alba Julia
† Joaquin Roman e Bacau
† Casiano do Baixo Danúbio
† Timothy de Arad
† Nicolau na América
† Sofrônios Oradea
† Nicodemos de Strehaia e Severin
† Bessarion de Tulcea
† Petronio de Salaj
† Silvano na Hungria
† Silvano na Itália
† Timothy em Espanha e Portugal
† Macário no Norte da Europa
† Barlaan de Ploesti, assistente Patriarcado
† Emiliano de Łovistea, auxiliar do Arcebispado de Râmnic
† João Cassiano Vikin, auxiliar do Arcebispado na América

Delegação da Igreja de Chipre

† Jorge de Paphos
† Crisóstomo de Quitión
† Crisóstomo de Cirenia
† Atanásio de Lemeso
† Neófito de Morfo
† Basílio de ConstânciaFamagusta
† Nicéforo de Cico e Tileria
† Isaías Tamaso e Orinia
† Barnabé de Tremitunte e Leucara
† Cristovão de Karpasia
† Nectario de Arsinoe
† Nicolau de Amathus
† Epifanio de Ledra
† Leôncio de Quitres
† Porfirio de Neapolis
† Gregório de Mesorea

Delegação da Igreja da Grécia

† Procópio de Filipo, Neapolis e Taso
† Crisóstomo de Peristerion
† Germano de Elida
† Alexandre de Mantinea e Cinuria
† Ignácio de Arta
† Damasceno de Didimotico, Orestias e Sufli
† Aleixo de Nicéia
† Hierotheus de Lepanto e San Blas
† Eusebio de Samos e Icaria
† Serafim de Castoria
† Inácio de Demetrias e Calmiro
† Nicodemos de Casandria
† Efrem de Hidra, Espetses e Egina
† Teólogo de Serres e Nigrita
† Macário de Sederocastro
† Antimo de Alexandrópolis
† Barnabé de Neapolis e Staurópolis
† Chrysostomos de Messinia
† Atenágoras de Hélio, Acarnes e Petrópolis
† João de Langada, Litis e Rentina
† Gabriel de Nova Jonia e Filadélfia
† Crisóstomo de Nicópolis e Preveza
† Teocleto de Hieriso, Monte Athos e Ardamerion

Delegação da Igreja na Polônia

† Simão de Lodz e Pozńan
† Abel de Lublin e Chel
† Santiago de Białstok e Gdańsk
† Jorge de Siemiatycze
† Paísio de Gorlice

Delegação da Igreja da Albânia

† João de Korce
† Demétrio Argirocastro
† Nicolau de Apolonia e Fier
† Antonio de Elbasan
† Natanael de Amandia
† Asti de Bylis

Delegação da Igreja das Terras Checa e Eslováquia

† Miguel de Praga
† Isaías Sumperk

† Jeremias da Suíça, chefe do Secretariado do Santo e Grande Concílio Pan-ortodoxo.


Tradução por Pe. André Sperandio

La autonomía y la manera de proclamarla


La autonomía y la manera de proclamarla

El Santo y Gran Concilio de la Iglesia ortodoxa ha abordado el tema de 'La autonomía y la manera de proclamarla'. Tras haber debatido el texto que la V Conferencia Panortodoxa Preconciliar (Chambésy, 10-17 de diciembre de 2015) le envió, lo ha aprobado ahora mediante algunas enmiendas menores.

Las cuestiones del texto examinadas por el Concilio se ocupan de: a) la noción, el contenido y los diversos esquemas de la institución de la autonomía; b) las condiciones previas que una Iglesia local debe cumplir para pedir su autonomía a la Iglesia autocéfala de la que depende; c) la competencia exclusiva de la Iglesia autocéfala de comenzar y terminar el procedimiento de concesión de la autonomía a una parte de su jurisdicción canónica, pues las Iglesias autónomas no se crean en el espacio geográfico de la Diáspora ortodoxa; d) las consecuencias de este acto eclesial en las relaciones de la Iglesia proclamada autónoma, tanto con la Iglesia autocéfala de la que depende como con las otras Iglesias ortodoxas autocéfalas;

1. La institución de la Autonomía expresa de manera canónica el estatuto de independencia relativa o parcial de una parte eclesial concreta respecto de la jurisdicción canónica de la Iglesia autocéfala de la que depende canónicamente.

a. En el curso de la aplicación de esta institución en la praxis eclesial se han formado grados de dependencia referentes a las relaciones de la Iglesia autónoma con la Iglesia autocéfala de la que depende.

b. La elección del Primado de la Iglesia autónoma es aprobada u operada por el órgano eclesiástico competente de la Iglesia autocéfala cuyo Primado es conmemorado por el Primado de la Iglesia autónoma y del que este último depende.

c. En el funcionamiento de la institución de la autonomía existen diversos esquemas de aplicación en la praxis eclesial que vienen determinados por el alcance de dependencia de la Iglesia autónoma respecto de la Iglesia autocéfala.

d. En ciertos esquemas, el grado de dependencia de la Iglesia autónoma se manifiesta también por la participación de su Primado en el Sínodo de la Iglesia autocéfala.

2. La competencia canónica para comenzar y terminar el procedimiento de concesión de la autonomía a una parte de su jurisdicción canónica pertenece a la Iglesia autocéfala de la que la Iglesia proclamada autónoma depende; así pues:

a. La Iglesia local que solicita su autonomía, si cumple con las condiciones requeridas eclesiales, canónicas y pastorales, envía la solicitud en este sentido a la Iglesia autocéfala de la que depende, explicando los motivos graves que conducen al envío de esa solicitud.

b. La Iglesia autocéfala, al recibir la solicitud, evalúa en Sínodo las condiciones previas y los motivos del envío de la solicitud y decide conceder la autonomía o no hacerlo. En caso de que la decisión sea afirmativa, promulga el Tomo relativo que fija los límites geográficos y las relaciones de la Iglesia autónoma con la Iglesia autocéfala de la que depende, conforme a los criterios establecidos de la tradición eclesial.

c. El Primado de la Iglesia autocéfala comunica al Patriarcado Ecuménico y a las demás Iglesias ortodoxas autocéfalas la proclamación de la Iglesia autónoma.

d. La Iglesia autónoma se expresa a través de la Iglesia autocéfala de la que ha recibido la autonomía para sus relaciones interortodoxas, intercristianas e interreligiosas.

e. Toda Iglesia autocéfala solo puede conceder el estatuto de autonomía dentro de los límites de su circunscripción territorial canónica. En el campo de la Diáspora ortodoxa no se crean Iglesias autónomas si no es con consenso panortodoxo obtenido por el patriarcado Ecuménico según la práctica panortodoxa en vigor.

f. En los casos de concesión del estatuto de autonomía a la misma circunscripción geográfica eclesial por parte de dos Iglesias autocéfalas, engendrando por ello el cuestionamiento de la autonomía por parte de alguna de ellas, las partes implicadas se dirigen conjuntamente o por separado al Patriarca Ecuménico a fin de que este encuentre la solución canónica a la cuestión según la práctica panortodoxa en vigor.

3. Las consecuencias para la Iglesia autónoma y sus relaciones con la Iglesia autocéfala que resultan de la proclamación de la autonomía son las siguientes:

a. El Primado de la Iglesia autónoma solo conmemora el nombre del Primado de la Iglesia autocéfala.

b. El nombre del Primado de la Iglesia autónoma no se inscribe en los Dípticos.

c. La Iglesia autónoma recibe el Santo Miro de la Iglesia autocéfala.

d. Los obispos de la Iglesia autónoma son elegidos e instalados por su órgano eclesiástico competente. En caso de incapacidad cierta de la Iglesia autónoma en la materia, esta es asistida por la Iglesia autocéfala de la que depende.

† Bartolomé de Constantinopla, presidente
† Teodoro II de Alejandría
† Teófilo III de Jerusalén
† Ireneo de Serbia
† Daniel de Rumanía
† Crisóstomo de Chipre
† Jerónimo de Atenas y toda Grecia
† Sabas de Varsovia y toda Polonia
† Anastasio de Tirana y toda Albania
† Rastislao de Presov, de las Tierras Checas y de Eslovaquia

Delegación del Patriarcado Ecuménico

† León de Carelia y toda Finlandia
† Esteban de Tallin y toda Estonia
† Juan de la sede mayor de Pérgamo
† Demetrio de la sede mayor de América
† Agustín de Alemania
† Ireneo de Creta
† Isaías de Denver
† Alejo de Atlanta
† Santiago de las Islas de los Príncipes
† José de Proeconeso
† Melitón de Filadelfia
† Emanuel de Francia
† Nicetas de Dardanelos
† Nicolás de Detroit
† Gerásimo de San Francisco
† Anfiloquio de Quisamo y Seleno
† Ambrosio de Corea
† Máximo de Selibria
† Anfiloquio de Andrinópolis
† Calixto de Dioclea
† Antonio de Hierápolis, jefe de los ortodoxos ucranianos en los Estados Unidos de América
† Job de Telmeso
† Juan de Cariópolis, jefe del Exarcado patriarcal de las parroquias ortodoxas de tradición rusa en Europa occidental
† Gregorio de Nisa, jefe de los ortodoxos carpato-rutenos en los Estados Unidos de América

Delegación del Patriarcado de Alejandría

† Gabriel de la sede mayor de Leontópolis
† Macario de Nairobi
† Jonás de Kampala
† Serafín de Zimbabue y Angola
† Alejandro de Nigeria
† Teofilacto de Trípoli
† Sergio del Cabo de Buena Esperanza
† Atanasio de Cirene
† Alejo de Cartago
† Jerónimo de Muanza
† Jorge de Guinea
† Nicolás de Hermópolis
† Demetrio de Irenópolis
† Damasceno de Johannesburgo y Pretoria
† Narciso de Accra
† Emanuel de Tolemaida
† Gregorio del Camerún
† Nicodemo, Metropolita de Menfis
† Melecio de Katanga
† Pantaleón de Brazzaville y del Gabón
† Inocencio de Burundi y de Ruanda
† Crisóstomo de Mozambique
† Neófito de Nieri y Kenia

Delegación del Patriarcado de Jerusalén

† Benito de Filadelfia
† Aristarco de Constantina
† Teofilacto del Jordán
† Nectario de Antidona
† Filomeno de Pella

Delegación de la Iglesia de Serbia

† Juan de Ohrid y Skopie
† Anfiloquio de Montenegro y del Litoral
† Porfirio de Zagreb y de Liubliana
† Basilio de Sirmio
† Luciano de Budimlje-Nikšić
† Longino de Nueva Gračanica
† Ireneo de Bačka
† Crisóstomo de Zvornik-Tuzla
† Justino de Žiča
† Pacomio de Vranje
† Juan de Šumadija
† Ignacio de Braničevo
† Focio de Dalmacia
† Atanasio de Bihać-Petrovac
† Joanicio de Budimlje-Nikšić
†  Gregorio de Hum-Herzegovina y del litoral
† Milutino de Valjevo
† Máximo en América occidental
† Ireneo en Australia y Nueva Zelanda
† David de Kruševac
† Juan de Pakrac y Eslavonia
† Andrés en Austria y Suiza
† Sergio en Fráncfort y Alemania
† Hilarión del Timok

Delegación de la Iglesia de Rumanía

† Teófano de Iași, Moldavia y Bucovina
† Lorenzo de Sibiu y Transilvania
† Andrés de Vad, Feleac, Cluj, Alba Julia, Crişana y Maramureş
† Ireneo de Craiova y Oltenia
† Juan de Timişoara y del Banato
† José en Europa occidental y meridional
† Serafín en Alemania y Europa central
† Nifón de Târgovişte
† Ireneo de Alba Julia
† Joaquín de Roman y Bacau
† Casiano del Bajo Danubio
† Timoteo de Arad
† Nicolás en América
† Sofronio de Oradea
† Nicodemo de Strehaia y Severin
† Besarión de Tulcea
† Petronio de Salaj
† Silvano en Hungría
† Silvano en Italia
† Timoteo en España y Portugal
† Macario en Europa del norte
† Barlaán de Ploesti, auxiliar del Patriarcado
† Emiliano de Łovistea, auxiliar del arzobispado de Râmnic
† Juan Casiano Vikin, auxiliar del arzobispado en América

Delegación de la Iglesia de Chipre

† Jorge de Pafos
† Crisóstomo de Quitión
† Crisóstomo de Cirenia
† Atanasio de Lemeso
† Neófito de Morfo
† Basilio de Constancia-Famagusta
† Nicéforo de Cico y Tileria
† Isaías de Tamaso y Orinia
† Bernabé de Tremitunte y Leucara
† Cristóbal de Carpasia
† Nectario de Arsinoe
† Nicolás de Amatunte
† Epifanio de Ledra
† Leoncio de Quitres
† Porfirio de Neápolis
† Gregorio de Mesorea

Delegación de la Iglesia de Grecia

† Procopio de Filipo, Neápolis y Taso
† Crisóstomo de Peristerion
† Germán de Elida
† Alejandro de Mantinea y Cinuria
† Ignacio de Arta
† Damasceno de Didimotico, Orestias y Sufli
† Alejo de Nicea
† Hieroteo de Lepanto y San Blas
† Eusebio de Samos e Icaria
† Serafín de Castoria
† Ignacio de Demetrias y Calmiro
† Nicodemo de Casandria
† Efrén de Hidra, Espetses y Egina
† Teólogo de Serres y Nigrita
† Macario de Sederocastro
† Antimo de Alejandrópolis
† Bernabé de Neápolis y Estaurópolis
† Crisóstomo de Mesenia
† Atenágoras de Helio, Acarnes y Petrópolis
† Juan de Langada, Litis y Rentina
† Gabriel de Nueva-Jonia y Filadelfia
† Crisóstomo de Nicópolis y Preveza
† Teocleto de Hieriso, monte Atos y Ardamerion

Delegación de la Iglesia de Polonia

† Simón de Łodz y Pozńan
† Abel de Lublin y Cheł
† Santiago de Białstok y Gdańsk
† Jorge de Siemiatycze
† Paísio de Gorlice

Delegación de la Iglesia de Albania

† Juan de Korçë
† Demetrio de Argirocastro
† Nicolás de Apolonia y Fier
† Antonio de Elbasan
† Natanael de Amandia
† Asti de Bylis

Delegación de la Iglesia de las Tierras Checas y de Eslovaquia

† Miguel de Praga
† Isaías de Sumperk

† Jeremías de Suiza, jefe del Secretariado panortodoxo del Santo y Gran Concilio

Las relaciones de la Iglesia ortodoxa con el conjunto del mundo cristiano


Las relaciones de la Iglesia ortodoxa con el conjunto del mundo cristiano

1. La Iglesia ortodoxa, siendo la Iglesia una, santa, católica y apostólica, cree firmemente, en su conciencia eclesial profunda, que ocupa un lugar preponderante para la promoción de la unidad de los cristianos en el mundo de hoy.

2. La Iglesia ortodoxa asienta la unidad de la Iglesia en el hecho de haber sido fundada por nuestro Señor Jesucristo, así como en la comunión en la Santa Trinidad y en los sacramentos. Esta unidad se expresa a través de la sucesión apostólica y la tradición patrística, y ha sido vivida hasta nuestros días en su seno. La Iglesia ortodoxa tiene la misión y el deber de transmitir y predicar toda la verdad, contenida en la Santa Escritura y la Santa Tradición, lo que da a la Iglesia su carácter universal.

3. La responsabilidad de la Iglesia ortodoxa y su misión ecuménica respecto de la unidad de la Iglesia han sido expresadas por los Concilios Ecuménicos. Estos han subrayado sobre todo el vínculo indisoluble entre la verdadera fe y la comunión sacramental.

4. La Iglesia ortodoxa, que reza sin cesar "por la unión de todos", siempre ha cultivado el diálogo con los que se han marchado, lejanos y cercanos. Ha desempeñado un papel de primer orden en la búsqueda contemporánea de vías y medios para restablecer la unidad de los creyentes en Cristo. Ha participado en el Movimiento Ecuménico desde su nacimiento y ha contribuido a su formación y desarrollo ulterior. Por otro lado, gracias al espíritu ecuménico y filantrópico que la distingue según el mandato de Dios, "que quiere que todos los hombres se salven y lleguen al conocimiento de la verdad" (1 Tim 2,4), la Iglesia ortodoxa ha combatido siempre por el restablecimiento de la unidad cristiana. Así pues, la participación ortodoxa en el Movimiento Ecuménico para el restablecimiento de la unidad con los otros cristianos en la Iglesia una, santa, católica y apostólica no va en absoluto contra la naturaleza y la historia de la Iglesia ortodoxa, sino que constituye la expresión consecuente de la fe y la tradición apostólica en unas condiciones históricas nuevas.

5. Los diálogos teológicos bilaterales actuales de la Iglesia ortodoxa, así como su participación en el Movimiento Ecuménico, se apoyan en la conciencia misma de la Ortodoxia y en su espíritu ecuménico con el objetivo de buscar, sobre la base de la verdad de la fe y de la tradición de la Iglesia antigua de los siete Concilios Ecuménicos, la unidad de todos los cristianos.

6. Según la naturaleza ontológica de la Iglesia, su unidad no puede ser perturbada. No obstante, la Iglesia ortodoxa acepta la denominación histórica de las otras Iglesias y Confesiones cristianas heterodoxas que no se encuentran en comunión con ella, pero cree asimismo que las relaciones que mantiene con estas últimas deben fundarse en una clarificación lo más rápida y objetiva posible de la cuestión eclesiológica en su conjunto y, más en concreto, de la enseñanza general que estas profesan acerca de los sacramentos, la gracia, el sacerdocio y la sucesión apostólica. Así, está favorablemente dispuesta, tanto por razones teológicas como pastorales, a tomar parte en todo diálogo teológico con los otros cristianos a nivel bilateral y multilateral y, de un modo más general, a participar en el Movimiento Ecuménico de los tiempos modernos, en la convicción de que mediante el diálogo aporta un testimonio dinámico de la plenitud de la verdad en Cristo y de sus tesoros espirituales a todos aquellos que se encuentran fuera de ella, con el objetivo de allanar el camino que conduce a la unidad.

7. En este espíritu las Santas Iglesias ortodoxas locales participan activamente hoy en diálogos teológicos oficiales, y la mayoría de ellas en diferentes organismos intercristianos bilaterales y multilaterales. Además, participan en diferentes organismos nacionales, regionales o internacionales; esto es así a pesar de la profunda crisis que conoce el Movimiento Ecuménico. Esta actividad ecuménica pluridimensional emana del sentimiento de responsabilidad y de la convicción de que la comprensión mutua y la colaboración son esenciales "para no crear obstáculos al Evangelio de Cristo" (1 Cor 9,12).

8. Es evidente que la Iglesia ortodoxa, aunque dialoga con los otros cristianos, no ignora las dificultades ligadas a tal empresa; no obstante, las considera obstáculos que se levantan en el camino de una comprensión común de la tradición de la antigua Iglesia, y espera que el Espíritu Santo, que constituye "toda la institución de la Iglesia (estiquero de las Vísperas de Pentecostés), "compensará las insuficiencias (oración de Ordenación)". En este sentido, en sus relaciones con los otros cristianos, no se apoya únicamente en las fuerzas humanas de los que dirigen los diálogos, sino que cuenta ante todo con la protección del Espíritu Santo y la gracia del Señor que rezó "para que todos sean uno" (Jn 17,21).

9. Los diálogos teológicos bilaterales actuales, anunciados por Conferencias panortodoxas, son la expresión de la decisión unánime de todas las santísimas Iglesias ortodoxas locales que son llamadas a participar activamente y con continuidad en su desarrollo, y esto para no poner obstáculo al testimonio unánime de la Ortodoxia para la gloria del Dios trinitario. En caso de que una Iglesia local decida no designar delegados para uno de los diálogos o para una asamblea en concreto, si esta decisión no se ha tomado a escala panortodoxa, el diálogo continúa. La ausencia de una Iglesia local debe, no obstante, antes de la apertura del diálogo o de la asamblea en cuestión, ser objeto de una discusión en el seno de la Comisión ortodoxa implicada en el diálogo para expresar la solidaridad y la unidad de la Iglesia ortodoxa. Es importante que los diálogos teológicos bilaterales y multilaterales sean objeto de una evaluación panortodoxa periódica.

10. Los problemas que surgen en el transcurso de las discusiones teológicas de las Comisiones teológicas mixtas no siempre justifican por sí mismos la retirada unilateral de los delegados ni la retirada definitiva de una Iglesia ortodoxa local. Es importante evitar de ordinario que una Iglesia se retire de un diálogo y que se desplieguen todos los esfuerzos necesarios a escala interortodoxa para restablecer la representatividad completa en el seno de la Comisión teológica ortodoxa implicada en este diálogo. Si una o varias Iglesias ortodoxas se niegan a participar en las reuniones de la Comisión teológica mixta de un cierto diálogo invocando graves razones eclesiológicas, canónicas, pastorales o de naturaleza ética, esta o estas Iglesias deben comunicar por escrito su rechazo al Patriarca Ecuménico y a todas las Iglesias ortodoxas según el orden panortodoxo establecido. Durante la consulta panortodoxa, el Patriarca Ecuménico intenta conseguir el consenso de todas las otras Iglesias para ver qué pasos dar a continuación, incluida la reevaluación del proceso del diálogo teológico en cuestión en caso de que esto sea unánimemente considerado necesario.

11. La metodología que se sigue en el desarrollo de los diálogos teológicos tiene como objetivo encontrar una solución a las divergencias teológicas heredadas del pasado o a las que puedan haber surgido recientemente y buscar los elementos comunes de la fe cristiana. También presupone la puesta al corriente del pléroma de la Iglesia acerca de la evolución de los diferentes diálogos. En caso en que no se consiga superar una divergencia teológica concreta, el diálogo teológico puede continuar después de que se registre el desacuerdo constatado acerca de esa cuestión teológica concreta y se informe de este desacuerdo a todas las Iglesias ortodoxas locales para que se tomen las medidas que correspondan.

12. Es evidente que en el transcurso de los diálogos teológicos el fin perseguido por todos es el mismo: el restablecimiento final de la unidad en la verdadera fe y en el amor. No obstante, es cierto que las divergencias teológicas y eclesiológicas existentes permiten de algún modo una jerarquización de las dificultades que se presentan en el camino de la realización de este objetivo fijado a escala panortodoxa. La especificidad de los problemas relacionados con cada diálogo bilateral presupone una diferenciación en la metodología que hay que seguir en cada caso, pero no una diferenciación en el objetivo, pues este es el mismo para todos los diálogos.

13. A pesar de esto, se impone un esfuerzo de coordinación de la tarea de las diferentes Comisiones teológicas interortodoxas, en caso de necesidad, debido a que la unidad que existe en el seno de la Iglesia ortodoxa debe ser revelada y manifestarse igualmente en el contexto de estos diálogos.

14. La conclusión de todo diálogo teológico proclamado oficialmente corresponde a la finalización de la tarea de la Comisión teológica designada a tal efecto; entonces el Presidente de la Comisión interortodoxa envía un informe al Patriarca Ecuménico, el cual, de acuerdo igualmente con los Primados de las Iglesias ortodoxas locales, proclama la clausura del diálogo. Ningún diálogo se da por concluido antes de que su fin haya sido proclamado por tal decisión panortodoxa.

15. La decisión panortodoxa, en caso de que un diálogo teológico concluya con éxito, de restablecer la comunión eclesial debe poder fundarse en la unanimidad de todas las Iglesias ortodoxas locales.

16. Uno de los principales órganos del Movimiento Ecuménico contemporáneo es el Consejo Mundial de las Iglesias (CMI). Algunas Iglesias ortodoxas han sido miembros fundadores de este Consejo, y posteriormente todas las Iglesias ortodoxas locales se convirtieron en miembros. El CMI, en tanto que órgano intercristiano estructurado (a pesar de no agrupar a todas las Iglesias y Confesiones cristianas), y otros organismos intercristianos y organismos regionales como la Conferencia de Iglesias Europeas o el Consejo de Iglesias del Oriente Próximo y el Consejo Panafricano de las Iglesias, cumplen una misión fundamental en la promoción de la unidad del mundo cristiano. Las Iglesias ortodoxas de Georgia y Bulgaria se retiraron del Consejo Mundial de las Iglesias, la primera en 1997 y la segunda en 1998, pues tenían una opinión diferente respecto de la obra del Consejo Mundial de las Iglesias, y por ello no participan en las actividades intercristianas llevadas a cabo por este organismo y por otros organismos intercristianos.

17. Las Iglesias ortodoxas locales miembros del CMI participan a parte entera e igual en las instancias de dicho organismo y contribuyen por todos los medios de los que disponen a la promoción de la coexistencia pacífica y de la cooperación acerca de los principales desafíos socio-políticos. La Iglesia ortodoxa ha acogido favorablemente la decisión del CMI de responder a su petición acerca de la creación de una Comisión especial para la participación ortodoxa en el CMI según el mandato de la Conferencia Interortodoxa de Salónica (1998). Los criterios fijados por la Comisión especial, que fueron propuestos por los ortodoxos y aceptados por el CMI, condujeron a la creación de un Comité permanente de colaboración y de consenso, y fueron ratificados e incorporados en los Estatutos y en el Reglamento interno del CMI.

18. Aunque participa en el CMI, la Iglesia ortodoxa, fiel a su eclesiología, a la identidad de su estructura interna y a la enseñanza de la Iglesia antigua, no acepta en absoluto la idea de la 'igualdad de las confesiones', y no puede concebir la unidad de la Iglesia como un reajuste interconfesional. En este espíritu, la unidad buscada en el CMI no puede ser simplemente producto de acuerdos teológicos, sino también de la unidad de la fe de la Iglesia ortodoxa tal y como es vivida y preservada en los sacramentos de la Iglesia.

19. Las Iglesias ortodoxas miembros del CMI consideran condición 'sine qua non' para la participación en el CMI el respeto del artículo base de su Constitución, según el cual solo las Iglesias y Confesiones que reconocen al Señor Jesucristo como Dios y Salvador según las Escrituras y creen en el Dios Trinitario, Padre, Hijo y Espíritu Santo según el Símbolo de Nicea-Constantinopla pueden ser miembros. Están íntimamente convencidas de que los presupuestos eclesiológicos contenidos en la Declaración de Toronto (1950) titulada "La Iglesia, las Iglesias y el Consejo Ecuménico de las Iglesias" son de una importancia capital para la participación ortodoxa en dicho Consejo. Por supuesto, el CMI no tiene nada de "superiglesia" y no debe en ningún caso convertirse en tal cosa. "El objetivo perseguido por el Consejo Mundial de las Iglesias no es negociar la unión de las Iglesias, lo que solo puede ser hecho por las mismas Iglesias a iniciativa propia; se trata más bien de crear un contacto vivo entre las Iglesias y de estimular el estudio y la discusión de los problemas que afectan a la unidad cristiana. [...] No obstante, el hecho de pertenecer al Consejo no implica que cada Iglesia deba considerar a las demás como Iglesias en el verdadero y pleno sentido de la palabra" (Declaración de Toronto, párrafos 2; 3.3; 4.4).

20. Las perspectivas de los Diálogos Teológicos de la Iglesia ortodoxa con los otros cristianos siempre están determinadas sobre la base de los criterios canónicos de la eclesiología ortodoxa y los criterios canónicos de la tradición eclesiástica ya constituida.

21. La Iglesia ortodoxa desea reforzar la obra de la comisión Fe y Constitución y sigue con vivo interés la aportación teológica que esta ha realizado hasta nuestros días. Evalúa positivamente los textos teológicos por ella editados, con la apreciable contribución de teólogos ortodoxos, lo que representa una etapa importante en el Movimiento Ecuménico hacia el acercamiento de las Iglesias. No obstante, la Iglesia ortodoxa guarda reservas en lo que respecta a puntos capitales vinculados con la fe y la disciplina, pues las Iglesias y Confesiones no ortodoxas se han apartado de la verdadera fe de la Iglesia una, santa, católica y apostólica.

22. La Iglesia ortodoxa considera condenable todo intento de romper la unidad de la Iglesia por parte de personas o grupos bajo el pretexto de una presunta defensa de la pureza de la Ortodoxia. Como lo testifica toda la vida de la Iglesia ortodoxa, la preservación de la fe ortodoxa pura solo es salvaguardada por el sistema conciliar, que desde siempre constituye en el seno de la Iglesia la autoridad suprema en materia de fe y de las reglas canónicas (canon 6 del II Concilio Ecuménico).

23. La Iglesia ortodoxa tiene una conciencia común de la necesidad del diálogo teológico intercristiano; por ello es indispensable que el diálogo vaya de la mano del testimonio en el mundo y de actos que expresen "el gozo inefable" del Evangelio (1 Pe 1,8), excluyendo todo acto de proselitismo, de uniatismo u otra acción provocadora de antagonismo confesional. En este espíritu, la Iglesia ortodoxa considera que es importante que nosotros los cristianos, inspirados por los principios fundamentales comunes del Evangelio, intentemos dar una respuesta pronta y solidaria, basada en el modelo ideal por excelencia del nuevo hombre en Cristo, a los problemas espinosos que nos plantea el mundo de hoy.

24. La Iglesia ortodoxa es consciente de que el movimiento para la restauración de la unidad de los cristianos toma formas nuevas para responder a situaciones nuevas y hacer frente a los nuevos desafíos del mundo. Es indispensable que la Iglesia ortodoxa siga aportando su testimonio al mundo cristiano dividido sobre la base de la tradición apostólica y su fe.

Oramos para que los cristianos obren en común a fin de que esté cerca el día en que el Señor cumpla la esperanza de las Iglesias ortodoxas: "Un solo rebaño, un solo pastor" (Jn 10,16).

† Bartolomé de Constantinopla, presidente
† Teodoro II de Alejandría
† Teófilo III de Jerusalén
† Ireneo de Serbia
† Daniel de Rumanía
† Crisóstomo de Chipre
† Jerónimo de Atenas y toda Grecia
† Sabas de Varsovia y toda Polonia
† Anastasio de Tirana y toda Albania
† Rastislao de Presov, de las Tierras Checas y de Eslovaquia

Delegación del Patriarcado Ecuménico

† León de Carelia y toda Finlandia
† Esteban de Tallin y toda Estonia
† Juan de la sede mayor de Pérgamo
† Demetrio de la sede mayor de América
† Agustín de Alemania
† Ireneo de Creta
† Isaías de Denver
† Alejo de Atlanta
† Santiago de las Islas de los Príncipes
† José de Proeconeso
† Melitón de Filadelfia
† Emanuel de Francia
† Nicetas de Dardanelos
† Nicolás de Detroit
† Gerásimo de San Francisco
† Anfiloquio de Quisamo y Seleno
† Ambrosio de Corea
† Máximo de Selibria
† Anfiloquio de Andrinópolis
† Calixto de Dioclea
† Antonio de Hierápolis, jefe de los ortodoxos ucranianos en los Estados Unidos de América
† Job de Telmeso
† Juan de Cariópolis, jefe del Exarcado patriarcal de las parroquias ortodoxas de tradición rusa en Europa occidental
† Gregorio de Nisa, jefe de los ortodoxos carpato-rutenos en los Estados Unidos de América

Delegación del Patriarcado de Alejandría

† Gabriel de la sede mayor de Leontópolis
† Macario de Nairobi
† Jonás de Kampala
† Serafín de Zimbabue y Angola
† Alejandro de Nigeria
† Teofilacto de Trípoli
† Sergio del Cabo de Buena Esperanza
† Atanasio de Cirene
† Alejo de Cartago
† Jerónimo de Muanza
† Jorge de Guinea
† Nicolás de Hermópolis
† Demetrio de Irenópolis
† Damasceno de Johannesburgo y Pretoria
† Narciso de Accra
† Emanuel de Tolemaida
† Gregorio del Camerún
† Nicodemo, Metropolita de Menfis
† Melecio de Katanga
† Pantaleón de Brazzaville y del Gabón
† Inocencio de Burundi y de Ruanda
† Crisóstomo de Mozambique
† Neófito de Nieri y Kenia

Delegación del Patriarcado de Jerusalén

† Benito de Filadelfia
† Aristarco de Constantina
† Teofilacto del Jordán
† Nectario de Antidona
† Filomeno de Pella

Delegación de la Iglesia de Serbia

† Juan de Ohrid y Skopie
† Anfiloquio de Montenegro y del Litoral
† Porfirio de Zagreb y de Liubliana
† Basilio de Sirmio
† Luciano de Budimlje-Nikšić
† Longino de Nueva Gračanica
† Ireneo de Bačka
† Crisóstomo de Zvornik-Tuzla
† Justino de Žiča
† Pacomio de Vranje
† Juan de Šumadija
† Ignacio de Braničevo
† Focio de Dalmacia
† Atanasio de Bihać-Petrovac
† Joanicio de Budimlje-Nikšić
†  Gregorio de Hum-Herzegovina y del litoral
† Milutino de Valjevo
† Máximo en América occidental
† Ireneo en Australia y Nueva Zelanda
† David de Kruševac
† Juan de Pakrac y Eslavonia
† Andrés en Austria y Suiza
† Sergio en Fráncfort y Alemania
† Hilarión del Timok

Delegación de la Iglesia de Rumanía

† Teófano de Iași, Moldavia y Bucovina
† Lorenzo de Sibiu y Transilvania
† Andrés de Vad, Feleac, Cluj, Alba Julia, Crişana y Maramureş
† Ireneo de Craiova y Oltenia
† Juan de Timişoara y del Banato
† José en Europa occidental y meridional
† Serafín en Alemania y Europa central
† Nifón de Târgovişte
† Ireneo de Alba Julia
† Joaquín de Roman y Bacau
† Casiano del Bajo Danubio
† Timoteo de Arad
† Nicolás en América
† Sofronio de Oradea
† Nicodemo de Strehaia y Severin
† Besarión de Tulcea
† Petronio de Salaj
† Silvano en Hungría
† Silvano en Italia
† Timoteo en España y Portugal
† Macario en Europa del norte
† Barlaán de Ploesti, auxiliar del Patriarcado
† Emiliano de Łovistea, auxiliar del arzobispado de Râmnic
† Juan Casiano Vikin, auxiliar del arzobispado en América

Delegación de la Iglesia de Chipre

† Jorge de Pafos
† Crisóstomo de Quitión
† Crisóstomo de Cirenia
† Atanasio de Lemeso
† Neófito de Morfo
† Basilio de Constancia-Famagusta
† Nicéforo de Cico y Tileria
† Isaías de Tamaso y Orinia
† Bernabé de Tremitunte y Leucara
† Cristóbal de Carpasia
† Nectario de Arsinoe
† Nicolás de Amatunte
† Epifanio de Ledra
† Leoncio de Quitres
† Porfirio de Neápolis
† Gregorio de Mesorea

Delegación de la Iglesia de Grecia

† Procopio de Filipo, Neápolis y Taso
† Crisóstomo de Peristerion
† Germán de Elida
† Alejandro de Mantinea y Cinuria
† Ignacio de Arta
† Damasceno de Didimotico, Orestias y Sufli
† Alejo de Nicea
† Hieroteo de Lepanto y San Blas
† Eusebio de Samos e Icaria
† Serafín de Castoria
† Ignacio de Demetrias y Calmiro
† Nicodemo de Casandria
† Efrén de Hidra, Espetses y Egina
† Teólogo de Serres y Nigrita
† Macario de Sederocastro
† Antimo de Alejandrópolis
† Bernabé de Neápolis y Estaurópolis
† Crisóstomo de Mesenia
† Atenágoras de Helio, Acarnes y Petrópolis
† Juan de Langada, Litis y Rentina
† Gabriel de Nueva-Jonia y Filadelfia
† Crisóstomo de Nicópolis y Preveza
† Teocleto de Hieriso, monte Atos y Ardamerion

Delegación de la Iglesia de Polonia

† Simón de Łodz y Pozńan
† Abel de Lublin y Cheł
† Santiago de Białstok y Gdańsk
† Jorge de Siemiatycze
† Paísio de Gorlice

Delegación de la Iglesia de Albania

† Juan de Korçë
† Demetrio de Argirocastro
† Nicolás de Apolonia y Fier
† Antonio de Elbasan
† Natanael de Amandia
† Asti de Bylis

Delegación de la Iglesia de las Tierras Checas y de Eslovaquia

† Miguel de Praga
† Isaías de Sumperk

† Jeremías de Suiza, jefe del Secretariado panortodoxo del Santo y Gran Concilio